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Começando mais um projeto que não sei se vou dar conta! Estou no substack!

sábado, 18 de janeiro de 2025



Lá vamos nós de novo! 

Um novo projeto, mais uma - das tantas - redes para administrar! Conheçam minha página no Substack, Vida em fluxo: reflexões sobre Bipolaridade e os altos e baixos de ser adulto.

Lá os textos são mais crus, viscerais, humanos e sem filtros. A dura realidade de um bipolar buscando realizar seus sonhos e ser um 'adulto funcional' - odeio esse termo - fazendo as tarefas básicas do dia-a-dia. 

Convido todos vocês meus leitores a conhecerem esse lado "B" da Jana. 

Bisou, bisou. 


HOW THE GRINCH (NO CASO EU) STOLE DE CHRISTMAS - UM CONTO DE NATAL

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

 

Disclaimer:

Decidi aproveitar o dia de Natal (estamos em 2024) para trazer a luz esse conto de Natal escrito láaaa em 2018, mas que nunca tive coragem de expor, pois me causava muita dor. Acho que roupa suja se lava em casa, mas - hoje - acredito que temos de dar voz às vitimas de comportamentos abusivos e narcisistas, como eu e muitas outras mundo afora. A errada não sou eu, mas sendo o elo mais fraco, eu que tenho desejos de atentar contra a minha vida. O buraco será bem mais embaixo que a chave que não entrou, mas foquemos no ocorrido. 

Isto, posto, deleitem-se. 

A chave não rodou. 

A porta não se abriu. 

Ninguém entrou em casa. 

Um chaveiro foi necessário. Levando todos os últimos cents destinados ao Natal (na verdade 100 pilas). 

Assim, alguém tinha de ser culpabilizado. 

Veja bem, nesta casa, especificamente, nada ocorre por acaso, por que tinha de acontecer ou pela maldita Lei de Murphy (ou Teoria do Caos, para os mais sabidos). Não senhores! É sempre culpa de alguém e no caso, sempre eu. Porque não ouvi (porra, desculpa ligar o foda-se depois de ouvir um milhão de vezes a mesma merda repetida como um disco riscado), ou não obedeci, afinal tem a sapiência da experiência da vida #SQN (vem não que ainda tenho traumas de você caída no banheiro pelada ou chorando que tava com depressão quando devia cuidar dos filhos), ou sair um milímetro do caralho da coleira (mas pohãn, precisava respirar!, Mas nem isso sou permitida). 

Por não repetir seus gestos e atos justamente por evitar a todo custo ser como você (meu maior desespero), e como sou acompanhada de uma nuvem cinza, a merda sempre me acompanha. Devia ter ficado em casa, penso agora, essa coisa de sociabilizar não é para mim e a vida faz questão de deixar beeeem claro! 

Eu tenho a incrível capacidade de me meter em merdas que nem eu acredito (e olha que tô bem calejada de merdas! De já ter ajudado a escolher caixão antes, ou ainda, até em tiroteio estive esse ano!). Enfim, se Natal já não existia mais para mim, agora matei para todo mundo. Porque né, não basta se desgraçar, tem que levar todo mundo ladeira abaixo.

Quando a porta não abria, só pensava, Deus por favor me leva agora! 

Por que não fiz a porra da PAX? 

Por que não fiz a merda do seguro?

Isto posto, SINTO QUE ALGO MUITO RUIM VAI ACONTECER... 

Não sei se chego ao novo ano. Oremos. Mas a pressão da vida vai ser foda nesses últimos dias de 2018. Oremos. A pena de Maat está pesada pro meu lado (não sei o que ocorre se a pena for mais pesada...). Anúbis me espera e certamente me manda pro hell! 

S-E-M  E-S-C-A-L-A.

Já tô tão acostumada que nem mais questiono. Mas nessas horas pergunto, Deus, não fui boa o suficiente? Não ajudei o bastante para garantir alguma coisa boa? Faltou generosidade? Consideração? Porque sim, não é nato. Calculo a porra dos tijolinhos por bondades porque se depender de sentimentos de generosidade e amor ao próprio, nem perco meu tempo. Porque não existem, só para deixar claro para a geração “inclusão digital”.

Agora se for medir pelos pensamentos, aí sei que tô fudida mesmo! Sem nem julgamento! E só posso aceitar, porque realmente são os piores! 

Anyway, não sei como terminar esse texto que nem para a faculdade dou conta de escrever tanto assim, mas espero que dê tudo certo no final, pois como dizia um ex-chefe meu, se não deu certo ainda é porque não chegou ao final. Sábio homem.

Mas, se nada der certo, nos vemos no hell, quem for para lá obviamente. E espero que não seja você que perdeu 5 minutos da sua vida lendo esse texto que em teoria não seria publicado, mas o que é mais uma merda no mundo né não?

 

 


Deu um siricutico no corpo e voltei 25 anos no tempo (TEM PLOT TWIST DUPLO CARPADO)

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Uma notificação de conexão do Linkedin - a rede social dos 'adultos' - bastou para que o coração errasse a batida. 

Fui transportada, não! Fui CATAPULTADA para 25 anos atrás, quando no auge da minha adolescência, aos 16 anos despertavas paixões avassaladoras. Foi o caso dessa pessoa que fez a solicitação de conexão. 

Perdemos contato há muitos anos, na época que eu era casada e achava que para 'honrar' meu marido deveria me afastar de todos os meus amigos homens, especialmente aqueles quais já tive algum tipo de relacionamento. Afff nem fala...

Primeiramente, TROUXA! Segundamente, duplamente trouxa porque o bonito se divertia fazendo músicas, poemas e declarações para qualquer ser humano do sexo feminino. Triplamente trouxa seria mais adequado. Mas voltando ao siricutico. 

Me peguei toda agitada, tal qual uma adolescente apaixonada que checa 1 milhão de vezes o celular - ou a rede social - a espera de alguma resposta, de uma conversa mais profunda para além do 'oi, como vai', 'estou bem graças a Deus' e só isso. 

Passei o dia todo conferindo se haveria uma resposta a minha última mensagem, um pedido de número de WhatsApp para continuarmos a conversa e falarmos da vida, sonhos, amores, paixões, tal qual quando éramos adolescentes. 

Me peguei esquadrinhando as fotos postadas por ele naquela rede, dando zoom para saber se o tempo foi generoso com ele como foi comigo. E foi! Parecia o mesmo, com alguns poucos sinais do tempo. O sorriso e olhar ainda estão lá, são os mesmos.

Acho que me peguei nessa situação porque ele foi a primeira pessoa que me amou verdadeiramente, com entrega e, desconfio, que eu tenha sido seu primeiro amor e primeira grande paixão de sua vida, mesmo não correspondendo. Eu tinha aquela petulância juvenil dos que não sabem nada, mas acham que sabem tudo, sacam? E a história de amor era meio que como aquele poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade.

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém."

Ele era apaixonado por mim, eu pelo melhor amigo dele, que por sua vez não amava ninguém (pelo menos não eu, o que dava na mesma hahaha). 

Mas o que me arrebatou foi a lembrança de quão bem ele me travava, como uma princesa merecia e como ele sempre me colocava em primeiro lugar, acho que por isso senti tudo isso em uma conversa de 5 minutos por meio de uma rede social estritamente profissional. 

Agora toda vez que entrar no Linkedin, a fotinha dele estará lá do lado direito me lembrando de como eu gostaria de alongar essa conversa. 

Mas isso tudo é apenas uma divagação e resultado de uma vontade de ser notada, me sentir desejada de novo e ter aquela sensação do que é ser prioridade na vida de uma pessoa. Isso é uma coisa que sinto muita muita falta. 

Não que ainda eu seja a dele ou sequer ele lembre de mim, a vida andou, ele constituiu família e já devo ser uma doce memória de um passado distante. 

Mas para mim foi revigorante e gostosa a sensação de ter 16 novamente, mesmo que por uma tarde...

PLOT TWIST DUPLO CARPADO

Corta para 8 meses depois de ter tido essa experiência e epifania literária - o rascunho era de 31/10/2023 - e hoje, 03 de junho de 2024 pedi um carro de aplicativo pela manhã...

Preciso que você caro leitor, saiba que sou uma pessoa distraída e desatenta - only God knows como isso atrapalha minha vida! - e ao solicitar a corrida pela manhã, nem SEQUER olhei para ver o modelo do carro ou nome do motorista, aliás, nunca olho até 15 segundos antes de embarcar, precisamente no momento em que estou abrindo o portão da garagem, apenas para reconhecer o veículo e não correr o risco de entrar no errado, uma vez que moro perto de uma escola. 

Eis que hoje, decidi não sei porque cargas d'água olhar quem seria a pessoa que levaria até o trabalho e vi o nome e corri o mais rápido que pude com os dedos no aplicativo para localizar a foto! SOCORROOOOOO! MEU PAI AMADO!

Não há emojis de susto nesse mundo suficientes para descrever o que senti na hora! A começar por minha barriga que congelou tal qual uma adolescente no olho do furacão de uma paixão romântica, as pernas bambearam o ar desapareceu e de repente parecia que não sabia mais andar, falar ou pensar. 

O carro estava parado na PORTA DA MINHA CASA! Eu entrei em pânico e tive uma síncope e, como único ato que me pareceu mais óbvio no momento, CANCELEI a corrida!

É isso, fim do dorama, sobem os créditos. hahahaha

Não houve "O" reencontro depois de milhares de anos porque simplesmente ARREGUEI, pois não me sentia segura o suficiente para encarar um amor de juventude. Ainda mais de manhã cedo sem nem saber meu nome direito. 

Isso tem muito a ver com o fato de eu não me sentir uma pessoa bem-sucedida, por estar acima do meu peso uns 30 kgs e mesmo expondo minha cara e corpo na internet para quem quiser ver - meus 24 mil seguidores no Instagram não me deixam mentir - me senti frágil e insegura naquele momento e, somente fui capaz de cancelar a corrida, como um ato de autopreservação, para me proteger de olhares, um eventual julgamento, sei lá. 

Eu acho que de tanto levar porrada da vida, eu me superprotejo para não me machucar mais por eventos externos ou pessoas. Já não basta o julgamento de pessoas que são da "família" e sou obrigada a conviver, então acho que o que eu puder evitar desse tipo de dor, eu irei. That's it! 

PS: a foto é uma dica subliminar de onde conheço a peça ;)

Sobre projetar seus sonhos no outro

terça-feira, 2 de abril de 2024


Hoje assistindo uma aula de um curso que eu queria muito e consegui me inscrever por um milagre de Deus, eu ouvi um depoimento de uma mãe que viajou com o filho adolescente  de forma nômade (trocando trabalho por hospedagem/alimentação), pela Europa e África e relatando que em alguns momentos foi um pouco frustrante, pois o adolescente não estava tão empolgado quanto ela na aventura. 

E ela fala sobre projetar os sonhos no filho e entendeu, nessa viagem, que não deve esperar do outro o que nós gostaríamos ou desejamos.

Corta para 10 anos atrás...

Eu casada ainda, brigando com meu marido pois meu sonho era e sempre foi conhecer Paris, mas ele – veja bem – não fazia nada ou me ajudava a organizar, planejar ou mesmo guardar dinheiro para a tão sonhada viagem! 

MINHA!

E meio que caiu um ficha da minha vida e como eu projetava meus sonhos no outro seja o ex, seja alguma amiga que também tinha esse sonho. 

Mas eu mesma não fazia nada em busca desse sonho, dessa vida que eu tanto desejei.

Hoje, neste momento, percebi quando fui omissa e terceirizei meu grande sonho. 

Por medo, talvez, de não dar conta de realizar e ter que conviver com o gosto amargo da frustração. 

Falta de fé em mim mesma, que sou capaz de correr atrás e realizar mesmo sozinha, porque afinal o sonho é apenas meu. 

Ou ainda por achar que para aquela menina pobre do interior não seria permitido comer um croissant vislumbrando a Torre Eiffel, do outro lado do oceano onde me encontro. 

Não sei, só sei que uma ficha muito grande sobre mim, caiu hoje e isso vai causar muitas mudanças nessa estrutura. 

07/02/2024

Hoje eu chorei preenchendo uma planilha!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Imagem: Google

Não sei se era a música, I Don’t Wanna Talk About It, na voz de Dino Fonseca que tem uma letra triste e me tocou profundamente. Ou o fato de eu estar descalça, sem sutiã, extremamente confortável, em casa, cantando a pleno pulmões enquanto coletava dados para minha planilha no melhor estilo copia e cola.

De repente as lágrimas insistiram em rolar e senti uma imensa vontade de agradecer a Deus por esse emprego, essa benção na minha vida, melhor do que eu havia pedido. E me dei conta de quanto eu amo esse trabalho e tudo que ele me proporciona.

Me senti extremamente grata por ter isso na minha vida no momento.

E chorei de felicidade, e agradeci mais um pouco para que Deus saiba que aprecio muito a graça que Ele concedeu em minha vida!

Só queria agradecer e que Ele soubesse que por muito tempo achei que não sentiria mais isso na minha vida, que é ser feliz fazendo o que ama!

Obrigada Deus!

Depois de ter escrito esse texto, no mesmo dia, escrevi esse outro sobre trabalho também: Acolhimento ou desculpa esfarrapada?

ME FORMEI AOS 40 ANOS!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Acabei de olhar as fotos da Colação de Grau e passou um filme da minha história diante de mim.

Minha jornada, termo em alta, mas banalizado depois de certa participante do BBB o usar a exaustão, porém temo que seja a única palavra que consiga definir bem esse período da minha vida que não foi fácil. Foram 22 anos

Jornalismo era minha segunda faculdade na UFMT, em 2001 comecei cursando Economia dentro daquele protocolo de sair do ensino médio e já entrar na faculdade, mas chegando no 4º ano, faltando apenas 2 para terminar, sendo que o último era apenas a monografia de disciplina, eu empaquei e não fui para frente. Resultado, de tanto desistir finalmente abri mão em 2015 porque havia passado para Jornalismo. Mas ainda assim, me considero uma “quase economista”.

Nessa época estava casada em um romance que descobri anos depois da separação que era uma relação abus1va.

Nos mudamos do centro da cidade para perto da UFMT e comecei a frequentar o curso.

No começo aquela animação que com o tempo foi se arrefecendo e eu não conseguia entender o porquê não conseguia levantar pela manhã e ir para aula sendo que essa era minha única obrigação do dia...

Meu ex-marido para me ajudar comprava comidas gostosas e cerveja todos os dias e como resultado cheguei a quase 100 quilos e nunca tocamos no assunto saúde mental.

Tive problema com um professor e não consegui ir as aulas porque tinha “episódios” que anos depois descobri que eram crises de ansiedade. No entanto meu “amor” dizia que um psicólogo iria “mexer na minha mente e mudar quem eu sou” nunca passou pela minha cabeça procurar um profissional, muito menos psiquiatra! Remédio? Deus me livre, iria alterar minha personalidade e eu deixaria de ser quem eu sou, segundo ele!

E assim fui indo capengamente, reprovando por falta até chegar em 2016 quando veio a separação, porque o dito cujo queria se satisfazer em outros braços. Nesse momento caio em depressão por uns 3 meses, após 1 tentativa de su1cidio.

Começo a me reerguer alguns meses depois de ficar de cama por um longo tempo apenas chorando a miséria da minha existência e em 2018 volto a estudar com empenho.

Mas ainda capengamente, reprovando por faltas em muitas disciplinas até que em novembro de 2019 mais uma tentativa de suíc1idio e dessa vez testemunhado pela minha irmã.

Não lembro de muito porque minha mente estava muito nublada na época mas lembro de ir em um psiquiatra pela primeira vez, aí começaram os remédios, o diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar e fui parar também em um terreiro, afinal toda ajuda era necessária e tive uma experiência surreal com outros espíritos, enfim, foi tenso todo o processo!

Com a medicação veio a estabilidade para conseguir assistir as aulas “daquele professor” e também uma pand3mia que mudou radicalmente a forma de ensino em uma instituição federal. Aulas online, professores mais amáveis, foi um período turbulento e transformador e o professor finalmente ficou para trás.

Voltamos a vida normal e eu JUBILEI! Foram meses de caos, dor e desespero até conseguir passar por todas as etapas do processo administrativo para retornar e nessa hora o que me salvou foi o TAB e um milhão de documentos após, consegui retornar para concluir o curso.

Depois veio o famigerado TCC e foi aí que pedi ajuda da @psi.alineemanuele porque era muita tensão, ansiedade e desespero para conseguir finalizar meu projeto e ela grandemente como profissional e humildemente como ser humano aceitou o desafio (por isso ela se encontra nessa galeria) e cuida de mim até hoje!

E com ajuda profissional eu finalmente consegui terminar meu TCC e apresentar e tirar uma nota mediana, mas é isso Brasil. Foi frustrante, mas o que importa é que alcancei a linha de chegada.

Não sei como cheguei até aqui, mas me sinto muito felizarda de ter tido o suporte necessário, mesmo que tenha levado 22 anos da minha primeira matrícula até a graduação, pois eu nunca achei que chegaria até aqui, porque na minha cabeça eu m0rreia antes.

E cá estou, Jornalista formada!

Acolhimento ou desculpa esfarrapada?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Foto: Alto Astral

Tenho de aceitar que não se pode ter o melhor dos dois mundos!

Se hoje de manhã eu chorei de felicidade por estar fazendo aquele trabalho tão prazeroso, termino o dia com sentimento de frustação por não ter sido minha melhor versão. 

Entreguei o que me foi pedido, mas sinto com foi insuficiente. Podia ter feito mais. 

É hora de ir pra casa e avaliar minha postura.

Sinto que preciso me dedicar mais a ambos os projetos que abracei esse ano (os 3, na verdade) e procurar entregar meu máximo em cada um.

Sei que devemos fazer o que conseguimos, o que é possível naquele momento, pois “feito é melhor que perfeito não feito”. 

Porém, sinto que estou aquém das expectativas que foram depositadas em mim, e vou além, da fé que colocaram em meu trabalho me dando um voto de confiança! Todas as 3!

Aprendi a me acolher, mas as vezes sinto que sou por demais indulgente comigo mesma...

Seja por tudo que passei, pelas cicatrizes que tenho e as feridas que lambo sozinha no escuro, seja pela dor que me foi causada, como a possibilidade de ter tido um filho quando eu tive essa vontade. 

Não culpo o mundo pelas minhas dores, mais fácil culpar a mim mesma, mas estou refletindo se não devo forçar mais um pouco mais, afim de buscar melhores resultados. 

Como se eu vivesse com 50% da minha capacidade, mas tivesse medo de chegar aos 100% ou perto disso por medo de fundir o motor e ficar sem nada.

Sabe ser fominha e ter o olho maior que a barriga?

Hoje eu fico feliz de ter sido uma “adulta funcional” e cumprir as tarefas que me foram dadas ao longo do dia e dos meus três empregos. 

Mas quero sentir a potência desse motor, sabe? Ser a que entrega resultado, qualidade e dentro do prazo!

Uma verdadeira máquina de produzir!

Não precisa nem ser 100% do tempo, mas se for na maior dele eu já ficaria feliz! 

Sabe como é?

Praticing a kinda of lazzy beauty at 41

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Imagem ilustrava da internet

Don"t misuanderstand me I LOVE BEAUTY and self care! I pratice it since my 14 years old (I'm 41 now). 

But when I say "lazzy beauty" I mean self care but not with pressure. Is more like do it on your on time, when it will be a good thing on your routine. 

I always put sunscreen in my face, but it's because my mother already he had câncer on her skin. 

It's a skicare fundamental item that I was less focused about, but now I don''t leave my home without sunscreen!

Do you know when you don't want to do the 15 steps of the Korean routine? 

It's like that, sometimes we are exhausted, from everyday life, from our busy lives, from taking care of our children that we simply don't want to be a skincare DIVA.

You just want to rest and feel like you're doing "at least" the minimum for yourself and your skin.

This means that washing your face with a soap specifically for your skin is a start.               

It also means that IF you have some time to spare, you can make a mask, but it's OKAY if you can't.

There are days when I can only apply sunscreen in my skin and I need to accept that this will be the most I can do for myself that day. AND THAT'S OK!

You don't need to try to embrace the world when it's about your're self-care. Do what you can, in your time, within your reality. 

Because it is very easy to judge, it is difficult to look at each reality!                

I love a complete 12-step routine, but I also accept when I'm not feeling well and use just 1 moisturizer before bed and just sunscreen the next day.

That's the game about self-care! 


Desmontar a árvore e Natal é um ato solitário e melancólico

sábado, 13 de janeiro de 2024

Imagem ilustrativa da internet

 Hoje (14.01) desmontei minha árvore de Natal sozinha! 

Tinha uma lata de Spaten na mão e um sonho de conseguir cumprir a tarefa que já estava deveras atrasada, afinal o "dia correto" de se desmontar a árvore e Natal é no Dia de Reis, 6 de janeiro, mas como eu monto e desmonto quando a minha disposição está ativa ou não, caguei para essa data simbólica!

Mas me vi sozinha contando bolinha por cores para ajudar o tempo passar mais rápido, porque eu era a única pessoa a realizar a tarefa de desmonte da árvore, mesmo havendo mais de uma pessoa na casa...

Fiquei ali contando bolinhas, pensando na vida e em como as pessoas são empolgadas para montar a árvore, mas acho que depois de tantas festas e eventos de final de ano, só querem que aquele trambolho de 2,10 metros SUMA e o ano possa finalmente ser começado! 

Como eu sou uma pessoa perturbada e tenho TOC sei que temos 80 bolinhas douradas e 46 vermelhas e apenas 20 e poucas pratas. Não sei o que exatamente quer dizer, mas é claro que á uma discrepância ENORME entre as bolas vermelhas e douradas!

POR QUE?

Enfim, consegui realizar a tarefa programada para hoje por conta de um milagre DIVINO e por isso devo agradecer aqui publicamente, os meus pequenos milagres diários, porque sem eles não estaria aqui contando essa história. 

Árvore desmontada e guardada (amanhã), posso voltar a focar na doação da minha coleção de revistas SET e meus DVDs que futuramente irão saber o motivo (o posto está pronto há meses!). 

Enfim, tarefa cumprida na minha solidão e com minha trilha sonora do Deezer. 


Apresento a fase maníaca da Bipolaridade

Imagem ilustrativa da internet

 Estou na fase maníaca!

Desde ontem com a cabeça agitada à milhão, criando mil projetos, querendo comprar o mundo (a sorte que estou sem dinheiro) e não tinha me dado conta que tinha entrado em mania. 

Parece que quero abraçar o mundo, fazer mil coisas ao mesmo tempo, tirar TODOS os meus projetos, desejos e sonhos do papel. 

É difícil conseguir dormir porque a mente não desliga, mesmo no arzinho gostoso, com Zolpidem na cabeça o sono não vem! 

É uma ânsia por viver e resolver tudo que está pendente na minha vida!

Parece que entro no modo turbo a assim fico por dias.

Fico passeando por horas em todos os meus carrinhos virtuais pensando no que vou finalizar, ah, porque um boleto pelo menos tenho de fazer! 

Escrevo mais, é meu segundo texto em dois dias sem nada de álcool para “inspirar”, porque sou um clichê ridículo de artista que precisa turvar a mente para despertar a criatividade. 

Passo meses sem escrever uma linha que não seja as matéria e textos que preciso fazer para o trabalho.

E do nada essa epifania que me faz uma máquina de escrever. 

Sim, meus senhores, apresento-lhes a fase de mania de um bipolar. 

É o mais puro espírito da criatividade (e outras consequências nem tão boas), mas confesso que é a parte que mais amo de ser TAB. 

Tudo bem que vem acompanhada de impulsividade e isso as vezes me coloca em maus lençóis

Mas depois que aprendi a conviver melhor comigo e meu transtorno, alguns comportamentos consigo identificar e brecar antes de uma atitude impulsiva. 

As vezes quando estou muito empolgada até deixo me levar, mas em um ambiente mais controlado, se é que isso é possível. O que quero dizer é que calculo antes o eventual dano e se estou disposta a pagar por ele. 

Como por exemplo uma ressaca em plena quarta-feira quando você precisa entregar algo importante no trabalho. 

São pequenos riscos, mas que me fazem feliz naquele momento e do alto da empolgação, aceito o preço. 

Mas isso tem se tornado cada vez mais raro, pois com medicação e terapia os episódios de mania são MUITO menos intensos. 

Como diria Caetano, "a dor e delícia de ser quem eu sou".

Escrito em 09.01.2024

Porque eu amo um novo ano?

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

 

Uma das coisas que mais fazem com que eu me sinta com a energia renovada é a virada do ano!

Incrível como eu estava me arrastando, usando meu último saldo de bateria existencial nos últimos dias de 2023 e bastou mudar de ano que parece que troquei a minha bateria e estou serelepe ligada no 220 v. 

Quero tirar meus projetos do papel, começar novos, resolver pendências antigas! 

Parece que renasci e sou uma nova pessoa! Incrível o poder que a renovação do ano tem.

Agora me vejo aqui, ansiosa, em êxtase para que passem logo os dias e eu veja finalmente meus projetos e resoluções saírem do papel. 

A maioria os mesmos do ano anterior, e anterior e antes disso.

Não sei qual esse poder que faz a gente sentir que “agora vai” e que finalmente as coisas irão acontecer. 

A esperança voltou a fazer parte dessa pessoa e a fé também foi restaurada. Uma página em branco pronta para ser escrita. 

Acho isso tudo muito extraordinário, esse poder transformador que a virada de ano tem.

Queria saber se mais alguém se sente assim? 

Me sinto realmente feliz e disposta a conquistar todos os meus sonhos deixados para trás por todos esses anos! 

Amém!

A solidão aos 40

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Imagem: Reprodução Internet

Eu fico olhando insistentemente a janela do computador que tem as minhas conversas do WhatsApp na esperança de alguma mensagem que precise de resposta esteja a minha espera, mas não há. 

Assim como as mensagens diretas do Instagram...

Nem estranhos esquisitos puxando conversa no Facebook. 

Me sinto em uma ilha, sozinha, isolada. 

Estou em um estágio da vida que não tenho mais paciência de sair e fazer novas amizades e me dei conta que não mantive nenhuma da infância ou adolescência.

Nem mesmo a mais recente, dos últimos anos que parecia madura, compreensiva e duradoura não ficou.

Não tenho amizade com primos, não cultivei isso em ninguém e agora é a hora da colheita, isso eu tenho consciência, por isso não reclamo do meu destino. 

É apenas uma constatação e uma dor, porque sim, causa dor. 

Não daquelas que vai te por de cama, prostada, mas vai dar aquela pontada no peito e nó na garganta quando se dá conta que não tem ninguém para ligar quando quiser contar que finalmente vai realizar aquele grande sonho e ou que estás adoentada e precisa de uma canja. 

Tenho pessoas muito boas em minha vida, veja bem, se eu precisar tenho a quem recorrer graças a Deus. 

Mas aquelas coisas banais do dia-a-dia, geralmente ficam apenas para mim. E isso, por vezes me deixa triste. Mas uma tristeza solitária que logo passa, me ocupo, escrevo, leio, estudo, procuro aprender algo novo. 

Mas novamente, caio em um mundo solitário. 

Me preencho e me basto? Sim, mas seria interessante uma companhia...

Não no sentido romântico, porque esse, ah eu já desisti faz tempo, mas com cia de conversa, para aquela fofoca gostosa ou enviar um meme. 

A cartilha manda a gente se amar, aprender a desfrutar da nossa própria companhia, mas não ensina como lidar com esse silêncio que fica. O vazio dentro de nós. 

É ótimo ser autossuficiente, mas também é ótimo dar boas gargalhadas com uma taça de vinho na companhia de uma boa – ou bom – amiga. 

Agora vou conferir o WhatsApp novamente enquanto carrego um arquivo na nuvem. 


PERDI MEU DOMÍNIO, MAS VOLTEI!!!

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Depois de nem sei quanto tempo, estamos de volta e com muita vontade de escrever!

Foram meses tentado recuperar meu domínio que eu havia perdido pela minha mais pura falta de organização com pagamentos - sério, eu trato isso na terapia de tão descontrolada que eu sou!.

Nisso, eu perdi o domínio janaland.com.br e ele foi para uma espécie de limbo dos domínios e, seria liberado - o que levou meses - para que CANDIDATOS - assim no plural - pudessem concorrer ao direito de adquirir o MEU domínio! Pensa em um desespero e angústia que durou longos meses. 

Todos os meses eu olhava na lista para ver se ele estava disponível e nada... e assim seguiu. 

Até que um dia em outubro, mês do meu aniversário, lá estava ele listado para que eu pudesse manifestar interesse para depois de uma avaliação com outros possíveis candidatos, eu finalmente pudesse ter MEU domínio de volta. UFA.

Foi praticamente uma gestação, mas no fim das contas deu tudo certo e cá estou eu de volta. 

Nesse meio tempo me graduei na minha faculdade de jornalismo, finalmente! Uhulll

Escrevi um livro de poesias que estou tentando publicar e escrevi alguns textos que vou publicar todos aqui, promisse. 

Tenho um projeto muito FODA para 2024, mas esse compartilho quando estiver mais certo e organizado. 

Já comecei a rascunhar meu segundo livro e atualmente estou buscando liberdade financeira e geográfica para poder ter tempo e grana para fazer as coisas que amo. 

Quero voltar com aquela ideia dos primórdios dos blogs de um texto mais pessoal, em primeira pessoa, trazendo reflexões das coisas cotidianas. 

Pequenos relatos, pedaços de mim me desnudando para vocês que me leem. 

É sobre isso e tá tudo bem... Nos vemos nos próximos textos

Saudade de blogar como nos anos 2010 e a Era dos conteúdos de 15 segundos

segunda-feira, 3 de julho de 2023


Sinto falta do blog como era antes, sabe? Um espaço virtual que era quase que um diário pessoal. 

Hoje eles se parecem mais com revistas especializadas em moda em beleza, com os layouts perfeitamente alocados e os textos impecavelmente bem escritos (por uma equipe, diga-se de passagem).

É difícil sendo pequena concorrer com isso e com o tempo fui meio que adaptando o conteúdo para ficar parecido com os outros. 

Isso sem contar em "resenhas sinceras" que não passam de anúncio de uma marca parceira. Sinto falta de quando buscávamos uma resenha antes de comprar um produto, um swatche (que hoje quase não existe mais) de uma coleção lançamento de batons. 

Hoje tudo isso se perdeu para um vídeo de menos de 15 segundos com uma música em alta que precisamos ficar revendo milhares de vezes para pegar o nome de um batom que aparece em um take de 0,5 segundos porque assim os gurus disseram que tinha de ser. 

Meio de cansada de tudo isso, mas quando me dou conta estou gravando um produto, fazendo uma foto, um story de Instagram e me dei conta que em 13 anos blogando, eu faço isso por puro amor, pois recompensa financeira é quase zero.

Não consigo viver disso, mas tive acesso a coisas que considero incríveis, como a parceria com a Época Cosméticos, que sonhei por muito tempo.

As viagens para São Paulo para a Beauty Fair, onde tive experiências incríveis!

Mas grana, grana, que paga os boletos e põe comida na mesa, foi pouca. Bem pouca. 

E me pergunto porque sigo fazendo, mas a resposta já dei acima. PURO AMOR por compartilhar.

É engraçado como quando eu recebo um produto ou estou testando algo, mesmo sem estar gravando eu falo como se tivesse uma audiência assistindo, rs. 

É o mais puro amor! E é sobre isso e tá tudo bem...

Why the Rush?

sexta-feira, 16 de junho de 2023


Image: https://www.renomind.com/a-pressa-e-inimiga-da-perfeicao/

As an journalism student and blog writter, I usually read many diferente things. Since online journals, blogs, articles and books.

And one new atitude, sign from this time I realized, are that people has no patient to ready anymore.

Recently in a blog about movies that I used to follow I saw a coment that made me thing for a good time that sayd: “The article are interesting, but too long and I didn’t read it all”.

If we consider that is an “nicho” theme, and only who really have interest in that subject will look for it, I don’t and can’t understant why the hell is not possible read until the end!

I already wrote about FOMO once and is an disease of our time. Everything writed must been in an simple language and short, because you must read the next really soon.

There´s no more apreciatte for a good reading, that one makes you travel in to the words, think about it or have an inspiration by it.

Once I read na article about reactive people online and how they’re so feroz to defend their point of view (as the most necessary thing in the world) and just did not read the other part.

Everyone want to sream you opnion for everyone, but just few people have the sensibitlity to look for the other.

Often we depair with so passionated discutions without any base or a minimum research.

Me, particulary, have a big difficult to give any opinion, because I Always think that I mitght have not enought foundation to do that!

Am I wrong? And the whole world right?

I dont think so...

Por favor 2022, seja generoso! Não aguento mais paulada...

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Estava pensando se fazia ou não esse post de ano novo, porque nos 2 últimos anos que fiz tomei no cú tão grandão que me arrependi de dar boas vindas ao ano bosta hahaha.

Acredita que dei um bem-vindo 2020? E um "tchau, foi tarde 2020" achando que 2021 seria "O ANO"?

Cara, vou nem começar porque não vale à pena. 

A parte boa desse ano que levei paulada de todos os lados? VACINA! Amém Senhor por essa Glória e obrigada por chegar viva até ela. 

Outra coisa boa foi morar, mesmo que por um breve período de tempo com meu sobrinho que amo mais que tudo. Pena que tinha adultos envolvidos e o ser humano sabe ser uma bosta (não nego nem afirmo que pode ser que seja eu, ou não...).

 Trabalhei com a melhor equipe que tive em décadas! Amo demais meu ambiente de trabalho e mesmo ele sendo tirado de mim esse ano, se Deus quiser e com muita ajuda vou recuperar. 

Esse ano que passou exigiu demais da minha saúde mental e realmente não aguentei o rojão e surtei algumas vezes. 

A minha sorte é que tenho uma rede de apoio muito foda! Com profissionais, família - mesmo que não entendam - e nesse campo sou muito privilegiada. Quantas pessoas têm transtornos mentais e não recebem nem um tipo de ajuda? Não tenho o direito de reclamar disso.  

Perdi pessoas ;( 

Uma prima muito querida, Ana Paula, de apenas 33 anos e com 2 filhos pequenos e o que mais dói é que não nos víamos há mais de ano por causa da pandemia. Ana era uma pessoa cheia de vida que amava festas, estar com a família, não perdia uma reunião. Fiquei tão mal que adoeci e até hoje ainda estou investigando com médicos o que eu tenho.

Meu avô, o último que eu tinha também se foi. Não consegui ir ao velório ou ao enterro porque ainda não tinha me recuperado da morte da minha prima... 

Parei de fumar

Uma das melhores coisas que me aconteceram esse ano! 

Fumava já tinha 15 anos, um péssimo hábito adquirido com o casamento e que ficou de lembrança amarga do que passou. 

Foi uma luta, tive muita ajuda de uma equipe multidisciplinar da Unimed daqui, de um programa chamado Inspirar. Falei sobre isso no meu Instagram, se quiserem ler. 

Mas foi uma conquista muito grande me livrar de algo que me incomodava muito e não tinha forças para parar. 

Viajei sozinha pela primeira vez


Nem acredito que isso aconteceu (vou falar mais em um outro post). Foi tão de supetão, depois de uma briga com minha irmã e os planos tiveram que mudar totalmente e me vi sozinha por vários dias em São Paulo. 

Finalmente visitei o MASP e fiz outros roles sozinha, como cobrir uma Black Friday in loco pela primeira vez. Cara, como foi bom! Minha dor no ombro de tensão desapareceu (até eu chegar em Cuiabá) e me dei conta do que quero para minha vida! Vai ser aos 40? Vai! Mas melhor que nunca! 

O resto das partes ruins vou guardar para mim, porque no fim das contas, ao começar a escrever o rumo que o texto tomou foi um balanço das coisas boas que aconteceram nesse ano que passou, o saldo positivo.

Então mantendo a tradição vamos manter a esperança que foi renovada com 2022 e ano que vem a gente volta aqui para xingar se der tudo errado, mas voltamos!

 Fiquem bem e continuem se cuidando! 

O mundo não gira, ele capota! Tchau 2020, já foi tarde!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

 
A grande ironia desse 2020 insano, é que me despedi de 2019 de uma forma extremamente grosseira, por ser um ano de merda da minha vida.

Mas como tenho sorte no azar, como diz minha irmã, 2020 conseguiu ser pior do que todos os meus cenários mais pessimistas!

Onde que imaginaríamos que no Brasil, um país tropical cheio de ginga, alegria e hospitalidade, estaria no meio de uma crise sanitária global por conta de um vírus?

Muitas, mas muitas, mais do que podemos contar, foram ceifadas por conta de uma coisinha microscópica?

E as máscaras? Que víamos apenas nas notícias que vinham do continente asiático e sempre estranhamos e nunca em nossos piores pesadelos poderíamos vislumbrar que a mesma situação que acontecia naquele continente tão distante, fariam parte do nosso "novo normal". 

Novo normal um caralho! Eu nunca vou me acostumar a usar máscara para ir no mercadinho da esquina, mesmo hoje ela fazendo parte do nosso cotidiano!

2020 foi ano que surtei, tive crises terríveis de ansiedade apenas pela mera ideia de ter que sair de casa. Seja para ir ao trabalho ou mercado para fazer as compras de mês. 

Psiquiatra, medicamentos (sim no plural), psicólogos, grupos e apoio, enfim...

Mas não posso reclamar, porque faço parte da fatia (minúscula) de privilegiados que podem se dar ao luxo de ficar em casa sem passar fome.E a isso agradeço à Deus e a minha mãe que segurou as pontas no quesito finança. 

E o que aprendi nesse ano louco?

A tal da resiliência, a certeza que não temos controle de nada nessa vida por mais que planejemos e o valor de um abraço.

Puta que pariu, como é bom abraçarmos as pessoas que amamos!

E para o ano que entra a única coisa que posso esperar é que a vacina venha e imunize o máximo de pessoas possível para enfim sairmos desse estado de inércia e vida meia-boca para podermos viver em toda a plenitude com todas as vicissitudes e defeitos que é ser um humano. 

Só posso dizer, por favor 2020 vá embora e leve o coronga embora. 

E que 2021 nos traga luz, esperança, alegrias e reencontros regados a muitos abraços.

Parabéns para mim! Como foi fazer aniversário em um ano completamente atípico

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Na segunda-feira (19) eu completei 38 anos, isso mesmo meu caro leitor, perto dos famigerados 40. OMG!

E esse ano foi completamente anormal (mais do que está sendo) na minha relação com meu aniversário. O fato é que eu nunca curti muito a data, sempre ficava meio para baixo, bebia horrores para de alguma forma não pensar a respeito e Deus me livre se tivesse algum tipo de festa em que seu seria o centro das atenções. 

O que mudou?

Não sei ao certo o que mudou nesse ano, mas eu quis fazer alguma coisinha, pequena mesmo, apenas para nós aqui de casa, meu irmão, cunhada e sobrinho que amo que moram no mesmo condomínio. A intenção era apenas comprar uns salgadinhos para nos empanturrarmos juntos, rs. 

Mas de repente, tive um estalo de falar com alguns fornecedores que já tinha recebido produtos, bem como comprado deles para tentar a sorte e quem sabe, conseguir complementos para a mini comemoração. E foi assim, na cara de pau falando com as meninas que foram uns amores comigo que tivemos um bolo muito lindo feito com muito amor pela Delícias da Débora e docinhos da Bem Gelato

Quando me dei conta estava encomendando uma faixa de Happy Birthday, tipo bandeirolas com minha prima que tem um negócio de papelaria e caneca personalizados e ficou a coisa mais linda que eu já vi!

E assim comemoramos um singelo aniversário e não passou batido a data dessa vez. 

Incrível como eu sempre ficava triste nesse dia e esse ano, justamente nesse ano louco, eu não fiquei. 

Não sei se é a medicação, ter ido no grupo de terapia que pode ter ajudado nesse processo, ou se simplesmente mudei. 

Fato é que programei, organizei e fiz a minha própria festa com ajuda da minha mãe, meu irmão e dos parceiros, mas a iniciativa foi toda minha. 

Enfim, parabéns para mim por essa pequena evolução!

Fui em um grupo de terapia e foi a melhor coisa que eu fiz!

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Dias atrás eu participei e um grupo de terapia aqui em Cuiabá chamado "Mulheres que olham para si". A minha amiga Ingrid quem indicou a psicóloga Aline Emanuelle, pois ela estava participando do grupo de forma online (solução encontrada pela Aline para ajudar mulheres na pandemia). 

Entrei em contato, vi valores, se atendia meu plano de saúde, mas acabou não rolando porque ela não atendia pelo meu plano e eu não tinha grana para pagar as sessões. Eis que ela disse que iria voltar com os grupos (que te um valor simbólico, mais acessível) e fiquei animada. Tão animada que fiz uma entrevista linda com ele para o site que trabalho, veja aqui se quiser conhecer essa psicóloga foda melhor. 

Cheguei faltando 5 minutos para começar, o que é um marco para mim que vivo brigando com o relógio e sempre atrasada. Cheguei, dei boa noite e disse que era Janaína (para ela saber que sou eu, pois todo mundo estava de máscara) e me sentei, ansiosamente esperando o começo. 

Fiquei meio tímida, mas sempre com algo entalado na garganta querendo por para fora. Na entrevista já tínhamos conversado um pouco e achei a Aline tão acolhedora com sua voz calma e serena. 

São tantas histórias de mulheres que passam por transtornos reais (não que os meus não sejam), que me senti pequena. E quando coloquei minhas questões em pauta, aquelas que doem, incomodam, me fazem sentir um lixo como ser humano, o que tive foi compreensão e acolhimento. 

Em momento algum me senti julgada, ou houve qualquer coisa nesse sentido para quem ali, no meio de desconhecidos abria sua alma e coração. 

Como é bom poder falar das nossas dores, do que nos aflige, independente do tamanho. Cada dor é única e sentimos ela de formas diferentes. Minha experiência não pode ser usada como medida da sua, nunca. 

As dores e questões se dão de forma diferente em cada ser humano e foi isso que senti ali! Histórias únicas que tinha um olhar acolhedor e a vontade de dar um abraço caloroso para confortar, mesmo não sendo possível naquele momento. 

Atualmente estou na espera da liberação do meu plano de saúde para sessões de terapia, tenho transtorno bipolar diagnosticado em novembro de 2019 que foi confirmado por outro psiquiatra em agosto deste ano. Tomo medicação para isso, antidepressivos por conta das crises de ansiedade que comecei a ter na pandemia, especialmente quando precisei trabalhar in loco

Graças ao bom Deus que meus chefes foram muito compreensivos comigo e me permitiram trabalhar em home office, mesmo quando todo mundo voltou ao escritório. 

Mas o que quero dizer com tudo isso é que independente dos transtornos e dores, procurar ajuda é o primeiro passo. Encontrar alguém para te ouvir, nenhuma dor é pequena ou insignificante, que você consiga ter um grau de afinidade, vai ajudar - E MUITO - a passar pelos processos. 

Vou continuar no grupo, no qual me senti acolhida e "normal", pois todo mundo estava ali no mesmo barco, independente de estar fazendo consultas com um outro psicólogo pelo plano de saúde.

Pois tive a sensação, que até disse lá de "não estou sozinha" e isso é maravilhoso! Não me sentir sozinha nas minhas dores, nóias e transtornos. 

Procure ajuda se passa por algo do tipo, você irá agradecer por ter feito isso por você".

Wish list da vida (vale desejar “coisas” no meio de uma pandemia?)

segunda-feira, 12 de outubro de 2020


Ia começar me justificando que não sou uma alienada e tenho ciência do momento que vivemos e todas as amarguras que estamos passando. Mas deu vontade e pensei: por que não?

Porque me privar de sonhar? Aliás por que mesmo em 2020 devemos nos justificar por tudo que fazemos e dizemos que vai contra o "status quo"?

Qual o problema real que impactaria na sociedade como um todo e com base em que estudos prejudicaria alguém em específico de fazer uma lista de desejos e jogar na internet? Para o universo?

Meu espírito livre e sonhador falou: “vai e seja feliz” e cá estou eu.


1 - METEORITES de Guerlain

O primeiro de todos é paixão antiga, desde os idos dos anos 2000, era de ouro dos blogs e todo mundo que ela "cool" tinha o seu. 

Sempre quis, mais por um apreço pela marca, pela beleza do produto (que tem pouca funcionalidade, pois seu iluminado segundo especialistas é fraco em relação a outras marcas) e seu apelo decorativo que moraria lindamente em uma bancada. 

O preço da brincadeira? R$ 310,00 cotado no site da Sephora em outubro. OMG!

2 - LE COTON, algodão da Chanel

Esse na verdade faltou uma coragenzinha na época que eu importava produtos e o dolar era mais amigo. Custava $20 em lojas virtuais dos EUA e dava para arriscar, mas pera! São $20 em algodões! Por mais macios e com fios especiais que tenha, não vale o preço em uma caixa com 100 unidades que seja. Se for calcular hoje em dia então.... Mas tá na lista ainda e quando o dolar ficar mais amigo do cartão internacional, irei riscar dessa lista certamente. Que seja para ver qual é a dele, rs. 

Preço: $20, o que equivale a R$ 111,90 sem contar o IOF que incide sobre compras internacionais e as taxas cobradas em alguns estados americanos que é variável. 

3 - HOT COUTURE, perfume da Givenchy

Esse perfume é inebriante! Conheci ele em uma propaganda da revista Caras que tinha tipo um pequeno pedaço de TNT na página da propaganda dele com sua fragrância. Foi amor à primeira vista e guardei aquele pedacinho de tecido-não-tecido por muitos anos até comprar meu primeiro (e único) frasco no Mercado Livre. Usei cuidadosamente dosando cada passada por um longo tempo, mas inevitavelmente ele acabou e joguei o vidro fora (poderia ter guardado como lembrança, sei lá). 

Sempre digo para mim mesma que irei me dar ele de aniversário, mas acaba nunca acontecendo. Restou o amor por esse cheiro que nunca mais achei qualquer similar.

Preço do ouro liquido? R$ 392,32 no site do Ponto Frio, cotado em outubro.

 4 - MAGNIFIQUE, fragrância da Lancôme

Se acham que o Hot Couture é ouro liquido pelo valor, então Magnifique seria Esmeralda Rockefeller (pedra preciosa mais valiosa do mundo) liquida!

O hype desse perfume é que ele foi descontinuado em 2008, então os frascos existentes são vendidos a preços exorbitantes!

Cheguei a ter uma versão de 100ml que usei até o final e também não guardei (hoje me arrependo). A tampa dele parece uma pedra de diamante de tão perfeita! 

Outro presente de aniversário (tô falando muito disso por dois motivos: além de ser verdade, estamos no mês do meu aniversário e tô lembrando dos presentes que prometi para mim mesma e nunca cumpri. Hahaha).

Preço do presente? R$ 300,00 por 50ml de EDT nem é EDP...


5 - BOY, bolsa Chanel

Ahhhh, Chanel...

Sou cria de O Diabo Veste Prada, Sex and the City e por ai vai... Fora as revistas de moda que lia desde os 8 anos de idade. 

Mas de todos os artigos de luxo que tenho desejos, a Le Boy é um sonho!

O dia que puder investir será minha primeira bolsa certamente! E tem que ser preta com correntes prata! Porque não curto dourado. 

Enfim sonho que nem sei quando realizarei, mas tá na lista aqui para o mundo, vai que rola né?

Preço do sonho? R$ 16.000 no site Cansei Vendi.

6 - TEINT A MIRACLE, base da Lancôme

Dizem que foi a base que a duquesa Kate Midleton usou no dia do seu casamento. 

Já tive a oportunidade de experimentar ela! Veja só! Tinha duas miniaturas que faltou partir o frasco no meio (pena que eram de vidro) para usar até a última gota!

Achei perfeita! Me sentia com a pele iluminada, perfeita sem defeitos quando usava e com um iluminado que parecia que "vinha de dentro", tipo NASCI ASSIM!

Quero comprar ainda, mas sou muito mão de vaca de gastar quase 300 contos em uma única base! Mas ela vale! E o cheiro? Ah o cheiro de riqueza, realeza (não tem como desassociar) e glamour! Acho que será a primeira que vou arriscar dessa lista!

Preço da base da princesa? R$ 289 no site da Sephora 

7 - PARIS, cidade das luzes!

Nem sei desde quando sonho conhecer essa cidade. Só sei que vou e não tenho ideia de quando, mas é meu maior sonho!

Perdi a conta de quantos filmes e séries ambientados na "Cidade Luz" já vi e quantos roteiros já montei para conhecer a cidade. Uma hora vai! 

Preço da viagem? R$ 8.000 em sistema de guerrilha (comendo barato, ficando em hospedagem MUITO barata e com poucos passeios pagos).

E você? Qual seu maior sonho de consumo?