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O filme Ainda Estou Aqui e sua contribuição para além do Oscar

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Divulgação

Às vésperas da Cerimônia do Oscar 2025, em que Ainda Estou Aqui recebeu três indicações - melhor filme, melhor filme internacional e melhor atriz -, falar sobre a sétima arte é um impulso irresistível para um amante do cinema. Afinal, o cinema não apenas diverte, mas também educa, emociona e, quando bem conduzido, transforma.

O foco aqui não será a qualidade da direção de Walter Salles, nem as atuações impecáveis de Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello. Fernanda entrega uma performance amplamente aclamada, enquanto Fernandona, em seu silêncio expressivo, golpeia qualquer traço de insensibilidade no espectador. Já Selton não apenas interpreta Rubens Paiva, mas faz com que o vejamos na tela, como se sua presença fosse real. Sua caracterização ganha força nas “presentes ausências” das cenas – na sala, no escritório da casa – onde a ausência se torna, por si só, um personagem.

O cinema brasileiro nos presenteia com esta obra que transcende a tela e ecoa na alma. O impacto de filmes como esse transcende premiações e reconhecimento. Sua maior recompensa reside na capacidade de tocar o público, de gerar reflexão e de reacender a chama da luta pela justiça e pela memória.

Cinema é mais do que entretenimento. Para além das explosões de Hollywood, dos dramas emocionantes e das comédias leves, existe uma intenção que nos desafia, que provoca questionamentos e que amplia nossa visão de mundo. Esse cinema que educa não é aquele que se limita a transmitir uma lição moral ou a explicar conceitos de forma didática. Pelo contrário, é o que nos tira da zona de conforto e nos faz refletir sobre as complexidades da realidade. E isso é fascinante.

Ismail Xavier, um dos principais teóricos da área no Brasil, defende essa perspectiva ao afirmar que o cinema que realmente educa é aquele que nos faz pensar. Não como um instrumento de manipulação ou de transmissão de modelos comportamentais, mas sim como um espaço de experimentação e questionamento que nos leva a reflexões e constatações sobre nós mesmos, enquanto indivíduos e sociedade.

Essa é uma dimensão essencial para compreendermos o impacto de Ainda Estou Aqui pois, para além da sua qualidade artística, resgata a verdade de um período que muitos tentam apagar ou distorcer, abordando a ditadura militar no Brasil, com suas arbitrariedades e brutalidades, sem disfarces ou eufemismos.

Outros filmes também se aventuram por essa seara do cinema que educa e transforma. O Que é Isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto, traz um olhar sobre o ativismo político e a repressão. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert, não trata da ditadura, mas revela, com sofisticação, as feridas sociais do Brasil contemporâneo. Internacionalmente, filmes como A Lista de Schindler (1993) e Roma (2018) também ilustram como o cinema pode ser um instrumento de memória, identidade e justiça histórica.

Segundo este viés defendido por Xavier, o filme brasileiro não apenas reflete a realidade, mas também a apresenta sob uma outra ótica, que pode ser traduzida como um verdadeiro convite ao espectador a questionar suas próprias convicções. Genialmente, sob o olhar subjetivo de Eunice Paiva – que para onde olha a realidade da trama se estabelece – uma história particular é transformada em espelho para o passado e o presente do Brasil.

O fato de Ainda Estou Aqui estar no Oscar é significativo, mas não é o mais importante. Com ou sem estatueta, sua maior conquista é a sua existência porque a história contada não se encerra com os créditos finais. Ela pulsará nos corações, alimentando a esperança de que a barbárie jamais se repita.

Enquanto houver arte, a memória resiste; e enquanto a memória resistir, o futuro não será um erro repetido.

Por Fabricio Carvalho, maestro e membro da Academia Mato-Grossense de Letras (Cadeira n.º 23)

Começando mais um projeto que não sei se vou dar conta! Estou no substack!

sábado, 18 de janeiro de 2025



Lá vamos nós de novo! 

Um novo projeto, mais uma - das tantas - redes para administrar! Conheçam minha página no Substack, Vida em fluxo: reflexões sobre Bipolaridade e os altos e baixos de ser adulto.

Lá os textos são mais crus, viscerais, humanos e sem filtros. A dura realidade de um bipolar buscando realizar seus sonhos e ser um 'adulto funcional' - odeio esse termo - fazendo as tarefas básicas do dia-a-dia. 

Convido todos vocês meus leitores a conhecerem esse lado "B" da Jana. 

Bisou, bisou. 


Deu um siricutico no corpo e voltei 25 anos no tempo (TEM PLOT TWIST DUPLO CARPADO)

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Uma notificação de conexão do Linkedin - a rede social dos 'adultos' - bastou para que o coração errasse a batida. 

Fui transportada, não! Fui CATAPULTADA para 25 anos atrás, quando no auge da minha adolescência, aos 16 anos despertavas paixões avassaladoras. Foi o caso dessa pessoa que fez a solicitação de conexão. 

Perdemos contato há muitos anos, na época que eu era casada e achava que para 'honrar' meu marido deveria me afastar de todos os meus amigos homens, especialmente aqueles quais já tive algum tipo de relacionamento. Afff nem fala...

Primeiramente, TROUXA! Segundamente, duplamente trouxa porque o bonito se divertia fazendo músicas, poemas e declarações para qualquer ser humano do sexo feminino. Triplamente trouxa seria mais adequado. Mas voltando ao siricutico. 

Me peguei toda agitada, tal qual uma adolescente apaixonada que checa 1 milhão de vezes o celular - ou a rede social - a espera de alguma resposta, de uma conversa mais profunda para além do 'oi, como vai', 'estou bem graças a Deus' e só isso. 

Passei o dia todo conferindo se haveria uma resposta a minha última mensagem, um pedido de número de WhatsApp para continuarmos a conversa e falarmos da vida, sonhos, amores, paixões, tal qual quando éramos adolescentes. 

Me peguei esquadrinhando as fotos postadas por ele naquela rede, dando zoom para saber se o tempo foi generoso com ele como foi comigo. E foi! Parecia o mesmo, com alguns poucos sinais do tempo. O sorriso e olhar ainda estão lá, são os mesmos.

Acho que me peguei nessa situação porque ele foi a primeira pessoa que me amou verdadeiramente, com entrega e, desconfio, que eu tenha sido seu primeiro amor e primeira grande paixão de sua vida, mesmo não correspondendo. Eu tinha aquela petulância juvenil dos que não sabem nada, mas acham que sabem tudo, sacam? E a história de amor era meio que como aquele poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade.

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém."

Ele era apaixonado por mim, eu pelo melhor amigo dele, que por sua vez não amava ninguém (pelo menos não eu, o que dava na mesma hahaha). 

Mas o que me arrebatou foi a lembrança de quão bem ele me travava, como uma princesa merecia e como ele sempre me colocava em primeiro lugar, acho que por isso senti tudo isso em uma conversa de 5 minutos por meio de uma rede social estritamente profissional. 

Agora toda vez que entrar no Linkedin, a fotinha dele estará lá do lado direito me lembrando de como eu gostaria de alongar essa conversa. 

Mas isso tudo é apenas uma divagação e resultado de uma vontade de ser notada, me sentir desejada de novo e ter aquela sensação do que é ser prioridade na vida de uma pessoa. Isso é uma coisa que sinto muita muita falta. 

Não que ainda eu seja a dele ou sequer ele lembre de mim, a vida andou, ele constituiu família e já devo ser uma doce memória de um passado distante. 

Mas para mim foi revigorante e gostosa a sensação de ter 16 novamente, mesmo que por uma tarde...

PLOT TWIST DUPLO CARPADO

Corta para 8 meses depois de ter tido essa experiência e epifania literária - o rascunho era de 31/10/2023 - e hoje, 03 de junho de 2024 pedi um carro de aplicativo pela manhã...

Preciso que você caro leitor, saiba que sou uma pessoa distraída e desatenta - only God knows como isso atrapalha minha vida! - e ao solicitar a corrida pela manhã, nem SEQUER olhei para ver o modelo do carro ou nome do motorista, aliás, nunca olho até 15 segundos antes de embarcar, precisamente no momento em que estou abrindo o portão da garagem, apenas para reconhecer o veículo e não correr o risco de entrar no errado, uma vez que moro perto de uma escola. 

Eis que hoje, decidi não sei porque cargas d'água olhar quem seria a pessoa que levaria até o trabalho e vi o nome e corri o mais rápido que pude com os dedos no aplicativo para localizar a foto! SOCORROOOOOO! MEU PAI AMADO!

Não há emojis de susto nesse mundo suficientes para descrever o que senti na hora! A começar por minha barriga que congelou tal qual uma adolescente no olho do furacão de uma paixão romântica, as pernas bambearam o ar desapareceu e de repente parecia que não sabia mais andar, falar ou pensar. 

O carro estava parado na PORTA DA MINHA CASA! Eu entrei em pânico e tive uma síncope e, como único ato que me pareceu mais óbvio no momento, CANCELEI a corrida!

É isso, fim do dorama, sobem os créditos. hahahaha

Não houve "O" reencontro depois de milhares de anos porque simplesmente ARREGUEI, pois não me sentia segura o suficiente para encarar um amor de juventude. Ainda mais de manhã cedo sem nem saber meu nome direito. 

Isso tem muito a ver com o fato de eu não me sentir uma pessoa bem-sucedida, por estar acima do meu peso uns 30 kgs e mesmo expondo minha cara e corpo na internet para quem quiser ver - meus 24 mil seguidores no Instagram não me deixam mentir - me senti frágil e insegura naquele momento e, somente fui capaz de cancelar a corrida, como um ato de autopreservação, para me proteger de olhares, um eventual julgamento, sei lá. 

Eu acho que de tanto levar porrada da vida, eu me superprotejo para não me machucar mais por eventos externos ou pessoas. Já não basta o julgamento de pessoas que são da "família" e sou obrigada a conviver, então acho que o que eu puder evitar desse tipo de dor, eu irei. That's it! 

PS: a foto é uma dica subliminar de onde conheço a peça ;)

Sobre projetar seus sonhos no outro

terça-feira, 2 de abril de 2024


Hoje assistindo uma aula de um curso que eu queria muito e consegui me inscrever por um milagre de Deus, eu ouvi um depoimento de uma mãe que viajou com o filho adolescente  de forma nômade (trocando trabalho por hospedagem/alimentação), pela Europa e África e relatando que em alguns momentos foi um pouco frustrante, pois o adolescente não estava tão empolgado quanto ela na aventura. 

E ela fala sobre projetar os sonhos no filho e entendeu, nessa viagem, que não deve esperar do outro o que nós gostaríamos ou desejamos.

Corta para 10 anos atrás...

Eu casada ainda, brigando com meu marido pois meu sonho era e sempre foi conhecer Paris, mas ele – veja bem – não fazia nada ou me ajudava a organizar, planejar ou mesmo guardar dinheiro para a tão sonhada viagem! 

MINHA!

E meio que caiu um ficha da minha vida e como eu projetava meus sonhos no outro seja o ex, seja alguma amiga que também tinha esse sonho. 

Mas eu mesma não fazia nada em busca desse sonho, dessa vida que eu tanto desejei.

Hoje, neste momento, percebi quando fui omissa e terceirizei meu grande sonho. 

Por medo, talvez, de não dar conta de realizar e ter que conviver com o gosto amargo da frustração. 

Falta de fé em mim mesma, que sou capaz de correr atrás e realizar mesmo sozinha, porque afinal o sonho é apenas meu. 

Ou ainda por achar que para aquela menina pobre do interior não seria permitido comer um croissant vislumbrando a Torre Eiffel, do outro lado do oceano onde me encontro. 

Não sei, só sei que uma ficha muito grande sobre mim, caiu hoje e isso vai causar muitas mudanças nessa estrutura. 

07/02/2024

Hoje eu chorei preenchendo uma planilha!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Imagem: Google

Não sei se era a música, I Don’t Wanna Talk About It, na voz de Dino Fonseca que tem uma letra triste e me tocou profundamente. Ou o fato de eu estar descalça, sem sutiã, extremamente confortável, em casa, cantando a pleno pulmões enquanto coletava dados para minha planilha no melhor estilo copia e cola.

De repente as lágrimas insistiram em rolar e senti uma imensa vontade de agradecer a Deus por esse emprego, essa benção na minha vida, melhor do que eu havia pedido. E me dei conta de quanto eu amo esse trabalho e tudo que ele me proporciona.

Me senti extremamente grata por ter isso na minha vida no momento.

E chorei de felicidade, e agradeci mais um pouco para que Deus saiba que aprecio muito a graça que Ele concedeu em minha vida!

Só queria agradecer e que Ele soubesse que por muito tempo achei que não sentiria mais isso na minha vida, que é ser feliz fazendo o que ama!

Obrigada Deus!

Depois de ter escrito esse texto, no mesmo dia, escrevi esse outro sobre trabalho também: Acolhimento ou desculpa esfarrapada?

ME FORMEI AOS 40 ANOS!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Acabei de olhar as fotos da Colação de Grau e passou um filme da minha história diante de mim.

Minha jornada, termo em alta, mas banalizado depois de certa participante do BBB o usar a exaustão, porém temo que seja a única palavra que consiga definir bem esse período da minha vida que não foi fácil. Foram 22 anos

Jornalismo era minha segunda faculdade na UFMT, em 2001 comecei cursando Economia dentro daquele protocolo de sair do ensino médio e já entrar na faculdade, mas chegando no 4º ano, faltando apenas 2 para terminar, sendo que o último era apenas a monografia de disciplina, eu empaquei e não fui para frente. Resultado, de tanto desistir finalmente abri mão em 2015 porque havia passado para Jornalismo. Mas ainda assim, me considero uma “quase economista”.

Nessa época estava casada em um romance que descobri anos depois da separação que era uma relação abus1va.

Nos mudamos do centro da cidade para perto da UFMT e comecei a frequentar o curso.

No começo aquela animação que com o tempo foi se arrefecendo e eu não conseguia entender o porquê não conseguia levantar pela manhã e ir para aula sendo que essa era minha única obrigação do dia...

Meu ex-marido para me ajudar comprava comidas gostosas e cerveja todos os dias e como resultado cheguei a quase 100 quilos e nunca tocamos no assunto saúde mental.

Tive problema com um professor e não consegui ir as aulas porque tinha “episódios” que anos depois descobri que eram crises de ansiedade. No entanto meu “amor” dizia que um psicólogo iria “mexer na minha mente e mudar quem eu sou” nunca passou pela minha cabeça procurar um profissional, muito menos psiquiatra! Remédio? Deus me livre, iria alterar minha personalidade e eu deixaria de ser quem eu sou, segundo ele!

E assim fui indo capengamente, reprovando por falta até chegar em 2016 quando veio a separação, porque o dito cujo queria se satisfazer em outros braços. Nesse momento caio em depressão por uns 3 meses, após 1 tentativa de su1cidio.

Começo a me reerguer alguns meses depois de ficar de cama por um longo tempo apenas chorando a miséria da minha existência e em 2018 volto a estudar com empenho.

Mas ainda capengamente, reprovando por faltas em muitas disciplinas até que em novembro de 2019 mais uma tentativa de suíc1idio e dessa vez testemunhado pela minha irmã.

Não lembro de muito porque minha mente estava muito nublada na época mas lembro de ir em um psiquiatra pela primeira vez, aí começaram os remédios, o diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar e fui parar também em um terreiro, afinal toda ajuda era necessária e tive uma experiência surreal com outros espíritos, enfim, foi tenso todo o processo!

Com a medicação veio a estabilidade para conseguir assistir as aulas “daquele professor” e também uma pand3mia que mudou radicalmente a forma de ensino em uma instituição federal. Aulas online, professores mais amáveis, foi um período turbulento e transformador e o professor finalmente ficou para trás.

Voltamos a vida normal e eu JUBILEI! Foram meses de caos, dor e desespero até conseguir passar por todas as etapas do processo administrativo para retornar e nessa hora o que me salvou foi o TAB e um milhão de documentos após, consegui retornar para concluir o curso.

Depois veio o famigerado TCC e foi aí que pedi ajuda da @psi.alineemanuele porque era muita tensão, ansiedade e desespero para conseguir finalizar meu projeto e ela grandemente como profissional e humildemente como ser humano aceitou o desafio (por isso ela se encontra nessa galeria) e cuida de mim até hoje!

E com ajuda profissional eu finalmente consegui terminar meu TCC e apresentar e tirar uma nota mediana, mas é isso Brasil. Foi frustrante, mas o que importa é que alcancei a linha de chegada.

Não sei como cheguei até aqui, mas me sinto muito felizarda de ter tido o suporte necessário, mesmo que tenha levado 22 anos da minha primeira matrícula até a graduação, pois eu nunca achei que chegaria até aqui, porque na minha cabeça eu m0rreia antes.

E cá estou, Jornalista formada!

Acolhimento ou desculpa esfarrapada?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Foto: Alto Astral

Tenho de aceitar que não se pode ter o melhor dos dois mundos!

Se hoje de manhã eu chorei de felicidade por estar fazendo aquele trabalho tão prazeroso, termino o dia com sentimento de frustação por não ter sido minha melhor versão. 

Entreguei o que me foi pedido, mas sinto com foi insuficiente. Podia ter feito mais. 

É hora de ir pra casa e avaliar minha postura.

Sinto que preciso me dedicar mais a ambos os projetos que abracei esse ano (os 3, na verdade) e procurar entregar meu máximo em cada um.

Sei que devemos fazer o que conseguimos, o que é possível naquele momento, pois “feito é melhor que perfeito não feito”. 

Porém, sinto que estou aquém das expectativas que foram depositadas em mim, e vou além, da fé que colocaram em meu trabalho me dando um voto de confiança! Todas as 3!

Aprendi a me acolher, mas as vezes sinto que sou por demais indulgente comigo mesma...

Seja por tudo que passei, pelas cicatrizes que tenho e as feridas que lambo sozinha no escuro, seja pela dor que me foi causada, como a possibilidade de ter tido um filho quando eu tive essa vontade. 

Não culpo o mundo pelas minhas dores, mais fácil culpar a mim mesma, mas estou refletindo se não devo forçar mais um pouco mais, afim de buscar melhores resultados. 

Como se eu vivesse com 50% da minha capacidade, mas tivesse medo de chegar aos 100% ou perto disso por medo de fundir o motor e ficar sem nada.

Sabe ser fominha e ter o olho maior que a barriga?

Hoje eu fico feliz de ter sido uma “adulta funcional” e cumprir as tarefas que me foram dadas ao longo do dia e dos meus três empregos. 

Mas quero sentir a potência desse motor, sabe? Ser a que entrega resultado, qualidade e dentro do prazo!

Uma verdadeira máquina de produzir!

Não precisa nem ser 100% do tempo, mas se for na maior dele eu já ficaria feliz! 

Sabe como é?

Praticing a kinda of lazzy beauty at 41

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Imagem ilustrava da internet

Don"t misuanderstand me I LOVE BEAUTY and self care! I pratice it since my 14 years old (I'm 41 now). 

But when I say "lazzy beauty" I mean self care but not with pressure. Is more like do it on your on time, when it will be a good thing on your routine. 

I always put sunscreen in my face, but it's because my mother already he had câncer on her skin. 

It's a skicare fundamental item that I was less focused about, but now I don''t leave my home without sunscreen!

Do you know when you don't want to do the 15 steps of the Korean routine? 

It's like that, sometimes we are exhausted, from everyday life, from our busy lives, from taking care of our children that we simply don't want to be a skincare DIVA.

You just want to rest and feel like you're doing "at least" the minimum for yourself and your skin.

This means that washing your face with a soap specifically for your skin is a start.               

It also means that IF you have some time to spare, you can make a mask, but it's OKAY if you can't.

There are days when I can only apply sunscreen in my skin and I need to accept that this will be the most I can do for myself that day. AND THAT'S OK!

You don't need to try to embrace the world when it's about your're self-care. Do what you can, in your time, within your reality. 

Because it is very easy to judge, it is difficult to look at each reality!                

I love a complete 12-step routine, but I also accept when I'm not feeling well and use just 1 moisturizer before bed and just sunscreen the next day.

That's the game about self-care! 


Desmontar a árvore e Natal é um ato solitário e melancólico

sábado, 13 de janeiro de 2024

Imagem ilustrativa da internet

 Hoje (14.01) desmontei minha árvore de Natal sozinha! 

Tinha uma lata de Spaten na mão e um sonho de conseguir cumprir a tarefa que já estava deveras atrasada, afinal o "dia correto" de se desmontar a árvore e Natal é no Dia de Reis, 6 de janeiro, mas como eu monto e desmonto quando a minha disposição está ativa ou não, caguei para essa data simbólica!

Mas me vi sozinha contando bolinha por cores para ajudar o tempo passar mais rápido, porque eu era a única pessoa a realizar a tarefa de desmonte da árvore, mesmo havendo mais de uma pessoa na casa...

Fiquei ali contando bolinhas, pensando na vida e em como as pessoas são empolgadas para montar a árvore, mas acho que depois de tantas festas e eventos de final de ano, só querem que aquele trambolho de 2,10 metros SUMA e o ano possa finalmente ser começado! 

Como eu sou uma pessoa perturbada e tenho TOC sei que temos 80 bolinhas douradas e 46 vermelhas e apenas 20 e poucas pratas. Não sei o que exatamente quer dizer, mas é claro que á uma discrepância ENORME entre as bolas vermelhas e douradas!

POR QUE?

Enfim, consegui realizar a tarefa programada para hoje por conta de um milagre DIVINO e por isso devo agradecer aqui publicamente, os meus pequenos milagres diários, porque sem eles não estaria aqui contando essa história. 

Árvore desmontada e guardada (amanhã), posso voltar a focar na doação da minha coleção de revistas SET e meus DVDs que futuramente irão saber o motivo (o posto está pronto há meses!). 

Enfim, tarefa cumprida na minha solidão e com minha trilha sonora do Deezer. 


Apresento a fase maníaca da Bipolaridade

Imagem ilustrativa da internet

 Estou na fase maníaca!

Desde ontem com a cabeça agitada à milhão, criando mil projetos, querendo comprar o mundo (a sorte que estou sem dinheiro) e não tinha me dado conta que tinha entrado em mania. 

Parece que quero abraçar o mundo, fazer mil coisas ao mesmo tempo, tirar TODOS os meus projetos, desejos e sonhos do papel. 

É difícil conseguir dormir porque a mente não desliga, mesmo no arzinho gostoso, com Zolpidem na cabeça o sono não vem! 

É uma ânsia por viver e resolver tudo que está pendente na minha vida!

Parece que entro no modo turbo a assim fico por dias.

Fico passeando por horas em todos os meus carrinhos virtuais pensando no que vou finalizar, ah, porque um boleto pelo menos tenho de fazer! 

Escrevo mais, é meu segundo texto em dois dias sem nada de álcool para “inspirar”, porque sou um clichê ridículo de artista que precisa turvar a mente para despertar a criatividade. 

Passo meses sem escrever uma linha que não seja as matéria e textos que preciso fazer para o trabalho.

E do nada essa epifania que me faz uma máquina de escrever. 

Sim, meus senhores, apresento-lhes a fase de mania de um bipolar. 

É o mais puro espírito da criatividade (e outras consequências nem tão boas), mas confesso que é a parte que mais amo de ser TAB. 

Tudo bem que vem acompanhada de impulsividade e isso as vezes me coloca em maus lençóis

Mas depois que aprendi a conviver melhor comigo e meu transtorno, alguns comportamentos consigo identificar e brecar antes de uma atitude impulsiva. 

As vezes quando estou muito empolgada até deixo me levar, mas em um ambiente mais controlado, se é que isso é possível. O que quero dizer é que calculo antes o eventual dano e se estou disposta a pagar por ele. 

Como por exemplo uma ressaca em plena quarta-feira quando você precisa entregar algo importante no trabalho. 

São pequenos riscos, mas que me fazem feliz naquele momento e do alto da empolgação, aceito o preço. 

Mas isso tem se tornado cada vez mais raro, pois com medicação e terapia os episódios de mania são MUITO menos intensos. 

Como diria Caetano, "a dor e delícia de ser quem eu sou".

Escrito em 09.01.2024

Porque eu amo um novo ano?

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

 

Uma das coisas que mais fazem com que eu me sinta com a energia renovada é a virada do ano!

Incrível como eu estava me arrastando, usando meu último saldo de bateria existencial nos últimos dias de 2023 e bastou mudar de ano que parece que troquei a minha bateria e estou serelepe ligada no 220 v. 

Quero tirar meus projetos do papel, começar novos, resolver pendências antigas! 

Parece que renasci e sou uma nova pessoa! Incrível o poder que a renovação do ano tem.

Agora me vejo aqui, ansiosa, em êxtase para que passem logo os dias e eu veja finalmente meus projetos e resoluções saírem do papel. 

A maioria os mesmos do ano anterior, e anterior e antes disso.

Não sei qual esse poder que faz a gente sentir que “agora vai” e que finalmente as coisas irão acontecer. 

A esperança voltou a fazer parte dessa pessoa e a fé também foi restaurada. Uma página em branco pronta para ser escrita. 

Acho isso tudo muito extraordinário, esse poder transformador que a virada de ano tem.

Queria saber se mais alguém se sente assim? 

Me sinto realmente feliz e disposta a conquistar todos os meus sonhos deixados para trás por todos esses anos! 

Amém!

A solidão aos 40

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Imagem: Reprodução Internet

Eu fico olhando insistentemente a janela do computador que tem as minhas conversas do WhatsApp na esperança de alguma mensagem que precise de resposta esteja a minha espera, mas não há. 

Assim como as mensagens diretas do Instagram...

Nem estranhos esquisitos puxando conversa no Facebook. 

Me sinto em uma ilha, sozinha, isolada. 

Estou em um estágio da vida que não tenho mais paciência de sair e fazer novas amizades e me dei conta que não mantive nenhuma da infância ou adolescência.

Nem mesmo a mais recente, dos últimos anos que parecia madura, compreensiva e duradoura não ficou.

Não tenho amizade com primos, não cultivei isso em ninguém e agora é a hora da colheita, isso eu tenho consciência, por isso não reclamo do meu destino. 

É apenas uma constatação e uma dor, porque sim, causa dor. 

Não daquelas que vai te por de cama, prostada, mas vai dar aquela pontada no peito e nó na garganta quando se dá conta que não tem ninguém para ligar quando quiser contar que finalmente vai realizar aquele grande sonho e ou que estás adoentada e precisa de uma canja. 

Tenho pessoas muito boas em minha vida, veja bem, se eu precisar tenho a quem recorrer graças a Deus. 

Mas aquelas coisas banais do dia-a-dia, geralmente ficam apenas para mim. E isso, por vezes me deixa triste. Mas uma tristeza solitária que logo passa, me ocupo, escrevo, leio, estudo, procuro aprender algo novo. 

Mas novamente, caio em um mundo solitário. 

Me preencho e me basto? Sim, mas seria interessante uma companhia...

Não no sentido romântico, porque esse, ah eu já desisti faz tempo, mas com cia de conversa, para aquela fofoca gostosa ou enviar um meme. 

A cartilha manda a gente se amar, aprender a desfrutar da nossa própria companhia, mas não ensina como lidar com esse silêncio que fica. O vazio dentro de nós. 

É ótimo ser autossuficiente, mas também é ótimo dar boas gargalhadas com uma taça de vinho na companhia de uma boa – ou bom – amiga. 

Agora vou conferir o WhatsApp novamente enquanto carrego um arquivo na nuvem. 


PERDI MEU DOMÍNIO, MAS VOLTEI!!!

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Depois de nem sei quanto tempo, estamos de volta e com muita vontade de escrever!

Foram meses tentado recuperar meu domínio que eu havia perdido pela minha mais pura falta de organização com pagamentos - sério, eu trato isso na terapia de tão descontrolada que eu sou!.

Nisso, eu perdi o domínio janaland.com.br e ele foi para uma espécie de limbo dos domínios e, seria liberado - o que levou meses - para que CANDIDATOS - assim no plural - pudessem concorrer ao direito de adquirir o MEU domínio! Pensa em um desespero e angústia que durou longos meses. 

Todos os meses eu olhava na lista para ver se ele estava disponível e nada... e assim seguiu. 

Até que um dia em outubro, mês do meu aniversário, lá estava ele listado para que eu pudesse manifestar interesse para depois de uma avaliação com outros possíveis candidatos, eu finalmente pudesse ter MEU domínio de volta. UFA.

Foi praticamente uma gestação, mas no fim das contas deu tudo certo e cá estou eu de volta. 

Nesse meio tempo me graduei na minha faculdade de jornalismo, finalmente! Uhulll

Escrevi um livro de poesias que estou tentando publicar e escrevi alguns textos que vou publicar todos aqui, promisse. 

Tenho um projeto muito FODA para 2024, mas esse compartilho quando estiver mais certo e organizado. 

Já comecei a rascunhar meu segundo livro e atualmente estou buscando liberdade financeira e geográfica para poder ter tempo e grana para fazer as coisas que amo. 

Quero voltar com aquela ideia dos primórdios dos blogs de um texto mais pessoal, em primeira pessoa, trazendo reflexões das coisas cotidianas. 

Pequenos relatos, pedaços de mim me desnudando para vocês que me leem. 

É sobre isso e tá tudo bem... Nos vemos nos próximos textos

And just like that… they’re back!

quarta-feira, 5 de julho de 2023


 As nossas nova-iorquinas favoritas estão de regresso à Big Apple para a segunda temporada da série.

Passam 25 anos desde a estreia de O Sexo e a Cidade, a série que marcou para sempre a vida de milhões de mulheres... e, convenhamos, homens. Entre pares incontáveis de Jimmy Choo, idas ao brunch e momentos de Moda que ficaram para a história (“This is not a bag, it's a Baguette”... duh!), O Sexo e a Cidade discutiu abertamente temas como o empoderamento feminino, o amor, a sexualidade e mil e uma situações que marcam o dia a dia de uma mulher - das mais frívolas às mais profundas.

Depois de seis temporadas e dois filmes, ficámos incessantemente à espera que as nossas New Yorkers prediletas voltassem ao pequeno ecrã e finalmente, em 2021, estas preces foram ouvidas com a estreia de AND JUST LIKE THAT…

Agora, na segunda temporada, personagens como Che Diaz, Anthony Marentino, Seema e Steve juntam-se a Carrie, Charlotte e Miranda e we can’t help but wonder… o que esperar desta nova temporada? Para responder às nossas muitas inquietações.


A nova temporada de AND JUST LIKE THAT… estreia já hoje, dia 22, na HBO Max, com dois episódios. Os nove restantes estrearão semanalmente, às quintas-feiras - e nós, como sempre, lá estaremos para assistir. 

Via Vogue PT

Saudade de blogar como nos anos 2010 e a Era dos conteúdos de 15 segundos

segunda-feira, 3 de julho de 2023


Sinto falta do blog como era antes, sabe? Um espaço virtual que era quase que um diário pessoal. 

Hoje eles se parecem mais com revistas especializadas em moda em beleza, com os layouts perfeitamente alocados e os textos impecavelmente bem escritos (por uma equipe, diga-se de passagem).

É difícil sendo pequena concorrer com isso e com o tempo fui meio que adaptando o conteúdo para ficar parecido com os outros. 

Isso sem contar em "resenhas sinceras" que não passam de anúncio de uma marca parceira. Sinto falta de quando buscávamos uma resenha antes de comprar um produto, um swatche (que hoje quase não existe mais) de uma coleção lançamento de batons. 

Hoje tudo isso se perdeu para um vídeo de menos de 15 segundos com uma música em alta que precisamos ficar revendo milhares de vezes para pegar o nome de um batom que aparece em um take de 0,5 segundos porque assim os gurus disseram que tinha de ser. 

Meio de cansada de tudo isso, mas quando me dou conta estou gravando um produto, fazendo uma foto, um story de Instagram e me dei conta que em 13 anos blogando, eu faço isso por puro amor, pois recompensa financeira é quase zero.

Não consigo viver disso, mas tive acesso a coisas que considero incríveis, como a parceria com a Época Cosméticos, que sonhei por muito tempo.

As viagens para São Paulo para a Beauty Fair, onde tive experiências incríveis!

Mas grana, grana, que paga os boletos e põe comida na mesa, foi pouca. Bem pouca. 

E me pergunto porque sigo fazendo, mas a resposta já dei acima. PURO AMOR por compartilhar.

É engraçado como quando eu recebo um produto ou estou testando algo, mesmo sem estar gravando eu falo como se tivesse uma audiência assistindo, rs. 

É o mais puro amor! E é sobre isso e tá tudo bem...

Why the Rush?

sexta-feira, 16 de junho de 2023


Image: https://www.renomind.com/a-pressa-e-inimiga-da-perfeicao/

As an journalism student and blog writter, I usually read many diferente things. Since online journals, blogs, articles and books.

And one new atitude, sign from this time I realized, are that people has no patient to ready anymore.

Recently in a blog about movies that I used to follow I saw a coment that made me thing for a good time that sayd: “The article are interesting, but too long and I didn’t read it all”.

If we consider that is an “nicho” theme, and only who really have interest in that subject will look for it, I don’t and can’t understant why the hell is not possible read until the end!

I already wrote about FOMO once and is an disease of our time. Everything writed must been in an simple language and short, because you must read the next really soon.

There´s no more apreciatte for a good reading, that one makes you travel in to the words, think about it or have an inspiration by it.

Once I read na article about reactive people online and how they’re so feroz to defend their point of view (as the most necessary thing in the world) and just did not read the other part.

Everyone want to sream you opnion for everyone, but just few people have the sensibitlity to look for the other.

Often we depair with so passionated discutions without any base or a minimum research.

Me, particulary, have a big difficult to give any opinion, because I Always think that I mitght have not enought foundation to do that!

Am I wrong? And the whole world right?

I dont think so...

It’s Not Just BeReal That’s Over. It’s Social Media As We Know It

segunda-feira, 8 de maio de 2023

 

Photo: Getty Images

The other day, I decided to post on BeReal—probably a blurry close-up of my face—because I hadn’t opened the app in ages and wanted to see what everyone was up to. So I hit post and waited, and then… nothing. Nobody else had posted at all. It was just my own lo-fi image, staring back at me, completely unseen. In the space of a few weeks, BeReal had become a digital ghost town.

Clearly I’m not the only person to have tapped out of the once hotly tipped photo-sharing app. According to data from app intelligence firm Apptopia, BeReal’s daily active users nearly halved from October 2022 to February 2023, plummeting from 20 million to 10.4 million. Since then, the number of daily active users has declined even further, dropping to just under 6 million active users in March. The novelty of being real, it seems, has well and truly worn off.

Much could be said about why BeReal hasn’t stuck. It takes effort to keep up with, for starters. And it’s not just BeReal that appears to be flailing right now. Social media more generally seems to be in the midst of a massive identity crisis. Twitter users have been steadily declining since Elon Musk’s takeover in 2022 (with verified users losing their blue check marks this month, leading to further resentment and mistrust). Instagram has become passé among younger users. And, although hugely popular, TikTok still tends to only attract a certain kind of poster: those at ease with chatting to the camera, or not cringing at the many TikTok-isms that seem to have proliferated like a virus. (Why does everybody use the same disassociated TikTok voice?) If you’re sick of Twitter, for example, you’re not necessarily going to emigrate to TikTok. People who like to write don’t always like to talk.

To truly understand this shift, we need to consider how we used to use social media. In the past, there was only one prominent social media platform at any given moment. In ye olden days, it was MySpace. Then Facebook. Then Twitter or Instagram. Now it’s arguably TikTok. But our trust in these platforms has massively dwindled; we’re internet literate now. Think about how blindly people used Facebook even just 10 years ago, posting albums with names like “Freshers Week <333” with 236 digital images of college students puking and doing duck faces on nights out. With a greater awareness of how our internet histories, data, and online profiles are used against us in myriad ways, we don’t broadcast our lives so flagrantly anymore. We also know that these platforms don’t always stick around. Profiles get deleted. Data gets sucked into an online vortex. We’ll never mindlessly trust anything that comes out of Silicon Valley in the same way.

Against the backdrop of this growing mistrust and fatigue, there’s also been a sort of dispersal across different internet spaces recently. I know friends who only spend their time on Twitch or Discord now. I know others who treat Reddit as their “main” account, with no ties to their IRL persona. People are launching Substacks left, right, and center, weary of their content being lost on one of the bigger platforms. Hell, there are even people shitposting on Linkedin. And don’t underestimate the popularity of VR-based platforms like VRChat among the perennially plugged-in. Just as people might choose to shop at their nearest burger joint rather than grab McDonald’s every single time, the social media giants are—although still powerful—definitely losing some of their earlier shine.

This isn’t necessarily a bad thing. It makes sense to gravitate towards apps that are more specifically focused on your own niche interests. If you’re more into gaming or DJing, then why do you need anything other than Twitch? If you’re a photographer, then why not stay on Instagram instead of creating awkward TikTok videos that look like PowerPoint presentations? If you’re a writer, surely it’s easier to just launch a Substack instead of spending years building a platform on Twitter, only for it to become overrun by right-wing trolls and a “For You” timeline that nobody asked for. We don’t have to remain beholden to tech billionaires who’ve conditioned us to rely on a single algorithm-based merry-go-round, or apps which have essentially become glorified ad spaces. Of course, many of us need to have an online “presence” for our work, but that presence needn’t be confined to a single precarious corner of the internet.

Perhaps it makes sense, then, that BeReal hasn’t exploded in the way we first thought it would. Despite the fact that it claimed to be different—more authentic, without filters, not yet overrun by brands—it wound up being just another platform that ate into our time and encouraged us to project a certain image. When I spoke to a friend about why she stopped using BeReal, she told me: “You end up just taking photos of yourself that make your life look interesting, like you would on Stories or whatever. If I want to keep up with friends, I’ll just message them.” BeReal is different, yes, but perhaps it’s not different enough.

After posting my face on BeReal for the benefit of absolutely nobody, I decided to delete the app from my phone. Who was it for? I still use Twitter sparingly for work, but even that feels pointless when views depend on the algorithm, and it’s run by a guy who changes the app’s functionality every week and can’t launch a rocket into space without it exploding into a million pieces seconds later.

There’s no predicting what the future holds for our social media use—history has shown us that our digital behaviors unfurl in strange and unexpected ways. But whatever it looks like, it won’t look like this for much longer.

Via Vogue

Link: https://www.vogue.com/article/bereal-social-media-cultural-shift?

quarta-feira, 3 de maio de 2023

 

Essa é uma carta sobre coisas da vida e sobre a importânciadas boas perguntas.O que você entende por amor romântico?
Tem um texto da teórica e revolucionária russa Alexandra Kollontai que eu gosto muito. A primeira vez que li, confesso, não foi por interesse específico em suas ideias, mas por essa beleza de título: "Abram caminho para o Eros alado".Eros sem asas eu até então não tinha pensado, mas ela diz que tem. E que não é grandes coisas, mas pode ter certa função, enfim.Abram caminho parece que é porque ele está chegando, o Eros alado, o Eros com suas asas. Fiquei imaginando.Para Alexandra, o novo Eros será proletário. Digo será porque as coisas não saíram como ela descreveu, nos termos que pode pensá-los. Mas mesmo na parte que envelheceu mal (ele foi escrito por volta de maio de 1923) há passagens brilhantes. O texto é muito rico, atirado, e em geral muito pertinente para o debate atual.Alexandra, aliás, era muito hábil escrevendo, sabia se fazer levar até um certo ponto de certeza ou de suspensão, para de surpresa trazer umas invertidas ótimas. São as invertidas que botam em questão tudo o que foi feito anteriormente, tornam necessário repensar. Elas produzem uma desorganização fundamental. Até o leitor retomar o rumo dessa prosa, é exigido dele que improvise, mesmo que por alguns segundos. Até criar um novo conjunto de sentidos.Então se vocês me perguntarem se eu concordo ou discordo dela eu responderei: sim. As duas coisas, mas vou destacar alguns pontos importantes sobre a questão que, vocês já devem ter entendido, é sobre amor."Chegamos ao momento de reconhecer amplamente que o amor não é só um poderoso fator da natureza, que não é somente uma força biológica, mas também social. O amor é, por essência, um sentimento de caráter profundamente social. O certo é que o amor, em suas diferentes formas e aspectos, constituiu em todos os graus do desenvolvimento humano uma parte indispensável e inseparável da cultura intelectual de cada época. Mesmo a burguesia, que às vezes argumenta que o amor é "um assunto de ordem privada", pensa na realidade em como acorrentar o amor aos seus padrões morais para que sirva a afirmação de seus interesses de classe*"  *(tradução minha).Então, se o amor é social, ele se relaciona com seu tempo histórico, condições materiais, um monte de coisas assim. O que já limita de cara as conexões possíveis para cada pessoa, seja por meio de proibições diretas  ou por jogos sociais um pouco mais sutis, se é que se pode dizer isso. Enfim, limitações que funcionam sem proibir, tipo quando você baixa um app de namoro mas limita a área de busca ao seu bairro, ou quando 99% dos seus amigos moram todos em um pequeno raio de distância da sua casa. Ninguém aberta ou legalmente te proíbe de ter relações fora desses limites, mas alguma coisa vai fazendo essas seleções por você, e depois com você: podemos dizer que você também é feito por essas seleções. Isso levando em conta uma série de coisas em relação, não raro relações de poder e de interesses.Alexandra está ali preocupada com o destino do amor pós-Revolução Russa. Quer saber o que os proletários podem criar nesse sentido, tentar uma certo descarte dos ideais burgueses, fazer algo novo. Com as grandes dificuldades que isso inclui. Aí ela faz uma breve busca histórica, que por mais que contenha uma série de inconsistências e possa ser questionada, também levanta questões interessantes, por exemplo, sobre a dança do amor por entre as eras, dos Antigos e medievais aos burgueses capitalistas, uma odisseia do amor amizade, do amor espiritual como escudo para as piores atrocidades dos nobres membros da cavalaria e suas musas impossíveis, do grande problema de localização da atividade sexual no sentido de transa e o B.O. do casamento.Uma citação longa, pra vocês entenderem melhor do que eu tô falando ali em cima:"Os ideólogos burgueses, os homens da Reforma [Protestante] reconheceram a legitimidade das sãs exigências da carne. O mundo feudal dividia o amor e lhe obrigava tomar duas formas completamente independentes uma da
outra: o simples ato sexual de um lado (relações sexuais do matrimônio ou do concubinato) e um sentimento de "elevado" amor platônico por outro ser (o amor quesentia o cavaleiro pela senhora de seus pensamentos).O ideal moral da classe burguesa compreendia, na noção do amor, a atração carnal saudável entre os sexos e a afinidade psíquica. O ideal feudal estabelecia uma diferenciação clara entre o amor e o matrimônio. A burguesia fundia estes doisconceitos. Para a burguesia, o conceito do amor era equivalente ao do matrimônio.Naturalmente, na prática, a burguesia violava seu próprio ideal. (...) a moral burguesa exigia, ainda que o matrimônio fosse por questões de conveniência, que os esposos aparentassem amar um ao outro, mesmo que somente em público(...) apesar da moral da burguesia proclamar o direito de "dois coraçõe amantes" unirem-se mesmo contra as tradições familiares, apesar de se burlar do
"amor platônico" e do ascetismo e de afirmar que o amor era a base do matrimônio, era muito cuidadosa em por estreitas rédeas a todas as suas concessões. O amor não poderia ser considerado como um sentimento mais legítimo que o matrimônio: fora dele, o amor era considerado imoral. Este ideal respondido à consideração é de natureza econômica: evitar que o capital acumulado se espalhe (...) contribuircom a acumulação do capital. O ideal de amor ficava, portanto, constituído no casal unido em matrimônio, cujo fim era aumentar seu bem estar material e as riquezas no núcleo familiar completamente isolado do resto da sociedade. Quando os interessesda família e da sociedade se confrontavam, a moral burguesa sempre se inclinava a favor dos interesses da família". Volte e leia de novo.O que ela diz aqui é mais ou menos o seguinte: a ideologia burguesa entende a carne e o amor como sinônimo de casamento, em uma relação excludente (na forma "se não tiver casamento, não há amor válido"), como formas de controle social da acumulação de capital nas células familiares, em detrimento do social. Então, pode ser romântico à vontade, só que não, não pode. É preciso seguir regras, e, se você realmente ama e honra seus pais e familiares, você vai segui-las. Certamente não é coisa que você nunca tenham visto por aí, talvez em sua própria história.Mas o amor não deixa, ele resiste, não cumpre os checklists, ele escapa e acontece criando toda sorte das maiores inconveniências. Se a ideologia burguesa vai encontrando formas de minimizar esses problemas, sempre de olho na proteção de seus objetivos, Alexandra se pergunta o que ela e seus companheiros de classe, trabalhadores e revolucionários, podem fazer diferente, algo que envolva seus desejos mas sem desconsiderar a comunidade.Kollontai toma um caminho diferente de certos debates atuais em alguns pontos aqui. Ela coloca, por exemplo, de o fato de mulheres ou homens se relacionarem ao mesmo tempo com vários parceiros, não criam dramas morais, com a condição de que não haja amor. Já o amor que ocorresse por uma e outra pessoa ao mesmo tempo, esse mereceria atenção especial, ou seja, não por transar com várias pessoas, mas por viver esse sentimento multiplicado. E quando digo que ela toma um rumo diferente, quero dizer melhor e mais rico.Sim, Alexandra questiona o enclausuramento do amor necessariamente e somente a dois porque reconhece nesse formato a ideologia burguesa. Mas em nenhum momento ela apresenta argumentos para negar que isso possa acontecer mesmo entre os revolucionários, por escolha. O que ela critica é o monopólio como necessário, a concentração e, como já havia denunciado a padronização e o uso do amor como ferramenta de controle social, inclusive na patrulha feita pelo par escolhido, essas coisas de casamento blindado etc. Ela não sai por aí dizendo você não pode viver seu amor alado a dois, se quiser. O importante é que, quando ou se o quadro mudar, você não esteja preso a essas amarras e possa fazer mudanças. Isso é uma fineza que falta à boa parte do debate feito atualmente.Alexandra propõe um ideal de amor camarada que, em sua análise, corresponderia bem às necessidades coletivas do proletariado. E sua defesa é muito bonita. Ela diz que quando só permitimos que sentimentos amorosos existam em um determinado contexto muito restrito, nós barramos a circulação desses sentimentos, que deveriam circular na comunidade. Não para você comer todo mundo nem para se relacionar em múltiplos namoros necessariamente (mas se quiser e a galera topar, pode), mas para o desenvolvimento de solidariedade, de laços sociais afetuosos.E aqui eu acrescentaria, embora não exatamente como ela fala disso, o grande desprezo pelas amizades em parte do debate atual. Amizades, relações de trabalho organizadas, relações de vizinhança, de uso do equipamento público, isso tudo fica em segundo plano enquanto uma nova e chatíssima não-monogamia neoliberal ganha terreno.  E, aqui contrariando Alexandra, eu diria também que pouco se valoriza o amor inventado. Aliás há uma perseguição a esse tipo de coisa que é muito autoritária. Que se considere, sim, que há coisas que somos levados a desejar como ratinhos guiados em um túnel com doces. Mas, hey, não somos só isso. Da mesma forma que criamos inconveniências ao utilitarismo amoroso nas relações que acontecem nas ruas e quartos, também o fazemos nas nossas criações inventadas. Claro, existem coisas mais complicadas, consideradas patológicas, como a erotomania, entre outras situações que colocam pessoas em sofrimento e mesmo em perigo. Mas isso está longe de representar a totalidade dessas atividades, ou trocando em miúdos, nem todo mundo que fantasia crushes e amores está doido de um jeito ruim.A poesia está aí para não nos deixar mentir, a música também (It was just my imagination, afinal, mas a história não deixa de ter seus efeitos, muitos deles bons e bonitos).Isso de amor inventado também não afasta as pessoas dos interesses comunitários, não necessariamente, pode inclusive permitir que eles sejam intensificados em paralelo. Aliás, de outro lado, o imperativo de "vai lá, faz, pega, curte, ama" é uma das ferramentas atualíssimas do Capital e sua capacidade de falsear laços ou de criá-los de forma similar à exploração e ao consumo. Isso tem se mostrado bem mais nocivo à comunidade em muitos sentidos.  Alexandra viaja em certas ideias fracas também, nem tudo são genialidades, não é sempre 100%. Aliás, não tem porque exigir isso das pessoas, tem como exigir honestidade intelectual, decência, trabalho argumentativo, e isso ela tem de sobra. Um desses momentos ruins é a ideia de que qualquer coisa seja capaz de extinguir por completo paixões ou desejos egoístas. Isso é balela, bobagem que não se sustenta por nenhum lado (em última instância algo inclusive indesejável porque autoritário; uma paixão, um desejo egoísta, não precisam estar em relação de oposição destrutiva com o coletivo e o social, há outras possíveis) e, além do mais, coisa menos importante do que ela de fato propõe como plataforma:
1. Igualdade nas relações mútuas (isto é, o desaparecimento da suficiência masculina e a submissão servil da individualidade damulher ao amor).2. Reconhecimento mútuo e recíproco dos seus direitos, sem reclamar a nenhum dos entes unidos por relações de amor a posse absoluta do coração e da alma do ente querido. (Desaparecimentodo senso de propriedade fomentado pela civilização burguesa)3.Sensibilidade fraterna: a arte de assimilar e compreender o trabalho psíquico que se realiza na alma do ente querido. (A civilização burguesa só exigia que as mulheres possuíssem essa
sensibilidade no amor)Ela era massa, a Alexandra, às vezes travava nos excessos que pretendia extinguir (quem nunca), mas os tempos pediam, enfim.  De qualquer forma, maravilhosa, cheia de vida, grandes ideias, grandes objetivos comuns, desejo de um mundo mais suave. A lista acima, mesmo considerando as críticas que apontei e outras possíveis, é testemunha de uma vocação para a abertura e não simplesmente para novas imposições mais bem arranjadas, que mantêm em seu cerne uma ideia de concentração.O grande lance sobre o Eros alado dos revolucionários seria que ele não está apartado das relações sociais e que o caminho para isso seria "(...) encher sua aljava com novas flechas; no desenvolvimento do sentimento de amor (...) a partir da nova força psíquica mais poderosa: a solidariedade fraterna". E a partir daí ela começa a desenvolver mais detidamente o que seria o amor camarada. Mas essa conversa fica para próxima.
"o sentimento de amor a partir da nova força psíquica mais poderosa:a solidariedade fraterna"
 
 
___ Risco ___
Pensando aqui nessa nossa vontade grande de desvendar o segredo do sexual. A poesia e a psicanálise (ao menos certas tendências) são minhas melhores amigas nessa busca.  Exatamente porque não pretendem uma resposta definitiva para passar a régua. Procuram fazer coisas bonitas com as perguntas e com a beleza dos achados, nunca absolutos. Há uma grande segurança, um grande acolhimento nisso. Mas, como tudo por aí, é coisa que precisa ser aprendida. O risco pode ser uma  forma de transmissão.  
 
 
os versos lacânicos
 
Hits em transe, poesia maldita e análise fim-de-noite
"Posso fazer o que você quiserPosso roubar do céu o Sol com as mãosEu faço tudo pelo nosso amorQue amor? Eu devo estar ficando louco,isso são só delírios"Fabricio FBC e VHOOR, DelíriosReferência da pista: encantamento (ou nem todo delírio causa problemas)

Vivian Whiteman
Escritora e psicanalista. Colunista na Elle Brasil.