Do plástico às pedras preciosas: as Jornadas Europeias do Património chegam ao Tesouro Real

sábado, 5 de setembro de 2026

Garrafas de plástico transformadas em pregadeiras, uma visita sobre a sustentabilidade na exploração de pedras preciosas e um percurso pela história e gestão do próprio museu. Estas são as propostas do Museu Tesouro Real para as Jornadas Europeias do Património, que se realizam em setembro sob o mote “Reviver, resistir e reinventar”.

O programa começa a 19 de setembro com o workshop “Nobre Renascer: Do Plástico à Joia”. Conduzida por Cristina Nuño, vencedora do concurso de joalharia Ecos Reais, a oficina desafia os participantes a transformar garrafas de plástico PET em pregadeiras inspiradas no universo marinho. Entre medusas e corais, um material do quotidiano ganha uma nova vida e aproxima a joalharia contemporânea das preocupações ambientais.

No mesmo fim de semana, a visita orientada “Brilho Sustentável” propõe um percurso diferente pelas joias, pelo ouro e pela prata do Tesouro Real. Nos dias 19 e 20 de setembro, o público descobre algumas das cerca de 22 mil pedras preciosas da coleção e acompanha a história das suas origens, características e valor. A visita liga ainda estes minerais ao presente e mostra como muitos são hoje essenciais à tecnologia e à transição ecológica e lançando uma reflexão sobre o uso responsável dos recursos naturais.

As Jornadas prolongam-se a 26 e 27 de setembro com a visita temática “O Museu Tesouro Real como caso singular na Gestão do Património Português”. Mais do que apresentar joias e insígnias, o percurso revela as decisões políticas, jurídicas e patrimoniais que marcaram o destino da coleção desde a Implantação da República. Da dispersão e recuperação de diferentes núcleos à criação do museu no Palácio Nacional da Ajuda, a visita mostra como a colaboração entre entidades públicas e privadas tornou acessível um património de excecional importância nacional.

Antes das Jornadas, setembro recupera outra figura decisiva da monarquia portuguesa. Nos dias 5 e 6, a visita especial “D. Carlota Joaquina e as Redes de Poder na Monarquia” acompanha a trajetória da rainha entre alianças ibéricas, intrigas palacianas e oposição ao constitucionalismo. Integrada nas comemorações dos 200 anos das exéquias de D. João VI, a proposta percorre os bastidores de um período marcado por ambição, lealdade e rutura política.

Ao longo do mês, o museu mantém as visitas orientadas regulares à coleção, em português e inglês. No dia 12 de setembro, segundo sábado do mês, a visita em português é gratuita mediante aquisição do bilhete do museu. Sob a gestão da Associação Turismo de Lisboa, o Museu Tesouro Real está aberto todos os dias, das 10h00 às 19h00 (última entrada às 18h00).

Saiba mais em: Museu Tesouro Real | Agenda

Mais uma noite de K-Beauty: vou testar a Medicube Kojic Acid Turmeric Night Wrapping Mask

terça-feira, 1 de setembro de 2026



Minha imersão no mundo dos cosméticos coreanos continua. 🇰🇷✨

Depois de começar a explorar essa avalanche de produtos, ingredientes e promessas que vêm da Coreia do Sul, resolvi colocar mais um queridinho à prova: a Medicube Kojic Acid Turmeric Night Wrapping Mask.

E confesso que fiquei especialmente curiosa com esta.

Primeiro porque ela é uma máscara noturna. Ou seja: a ideia é passar no rosto antes de dormir, deixar agir durante a noite e simplesmente lavar pela manhã.

A beleza trabalhando enquanto a gente dorme?
Olha… já ganhou minha atenção. 😂

A promessa me deixou curiosa

A proposta é cuidar daquela pele que parece meio sem graça, cansada e com textura irregular, ajudando a deixá-la mais luminosa, hidratada, macia e uniforme.

E a fórmula reúne uma verdadeira seleção de ingredientes conhecidos no universo do skincare:

ácido kójico, cúrcuma, vitamina C, niacinamida, retinol, vitamina E, colagénio, adenosina, alantoína e glicerina.

Sim, tem bastante coisa nesse potinho.

E algumas delas são particularmente interessantes quando pensamos em luminosidade e textura da pele.

A vitamina C é conhecida pela ação antioxidante e por ajudar na aparência de uma pele mais luminosa e uniforme.

A niacinamida é uma das minhas queridinhas entre os ingredientes de skincare porque trabalha em várias frentes: ajuda na barreira da pele, na hidratação e na aparência de manchas e textura irregular.

A cúrcuma entra na fórmula pela sua ação antioxidante e pelo potencial calmante, além da proposta de ajudar a uniformizar o tom.

E temos ainda o retinol, ingrediente bastante conhecido quando o assunto é textura, linhas finas e sinais de envelhecimento.

Ou seja: a promessa aqui não é apenas acordar com a pele hidratada.

É acordar com uma pele que pareça mais luminosa, macia, uniforme e descansada.

Agora quero descobrir se ela consegue cumprir tudo isso.

E é aí que começa o teste

Uma coisa que estou gostando nessa minha experiência com o K-Beauty é justamente poder olhar para esses produtos com curiosidade, mas também com um pouquinho de desconfiança.

Porque promessa bonita toda marca tem.

O que me interessa é saber o que acontece depois que o produto sai da embalagem e vai para a minha pele.

Vou testar a Medicube Kojic Acid Turmeric Night Wrapping Mask e observar principalmente a hidratação, o toque, a luminosidade e a aparência geral da pele depois do uso contínuo.

E, claro, quero saber se aquela história de acordar com a pele linda no dia seguinte é realidade…

ou apenas mais uma excelente história de marketing coreano. 👀

Por enquanto, minha expectativa está bem alta.

Agora é colocar a máscara para dormir comigo.

E descobrir quem vai acordar mais bonita no dia seguinte: eu ou ela. 😂

Continua a acompanhar esta minha incursão pelo K-Beauty aqui no Janaland. Ainda temos muitos potinhos para abrir — e muitas promessas para colocar à prova.

Mais uma parada na minha viagem pelo K-Beauty: vou testar o Medicube PDRN Collagen Glow Jelly Serum

domingo, 30 de agosto de 2026


Minha imersão no universo dos cosméticos asiáticos continua — e, pelo visto, ainda estamos muito longe de terminar essa viagem. 😂🇰🇷

Depois de experimentar produtos com ingredientes que até pouco tempo atrás pareciam nomes de ficção científica, chegou a vez de testar mais uma estrela do skincare coreano: o Medicube PDRN Collagen Glow Jelly Serum.

E, confesso, a primeira coisa que me conquistou foi o nome.

Glow. Jelly. Collagen. PDRN.

Parece que alguém pegou todas as palavras que fazem uma apaixonada por skincare parar diante de uma prateleira e colocou numa única embalagem.

Mas será que funciona?

É isso que eu quero descobrir.

PDRN de novo?

Sim!

Depois de encontrar o PDRN no meu tônico da Numbuzin, ele aparece novamente na minha jornada pelo K-Beauty.

E talvez essa seja uma das coisas mais interessantes dessa experiência: começar a perceber quais ingredientes estão realmente dominando o skincare asiático.

O PDRN, derivado de pequenos fragmentos de DNA, virou um dos grandes protagonistas dessa nova geração de cosméticos coreanos. Nos produtos de skincare, aparece associado a propostas de pele mais hidratada, revitalizada, firme e com aparência saudável.

Mas aqui faço aquela ressalva que gosto de fazer no Janaland: cosmético não é procedimento dermatológico.

O fato de um ingrediente ser usado em tratamentos profissionais não significa que passar um sérum com esse ingrediente em casa vá produzir exatamente o mesmo resultado.

Então, nada de milagres.

Vamos observar o que acontece de verdade na pele.

E o colagénio?

Esse sérum também aposta forte no colagénio.

Segundo a Medicube, a fórmula tem cerca de 65% de água de colagénio, justamente para ajudar na hidratação e naquela aparência de pele mais preenchida e viçosa.

E tem também 5% de niacinamida, ingrediente que já é um velho conhecido do skincare e que aparece aqui com a proposta de melhorar a aparência do tom e da textura da pele.

Traduzindo tudo para a língua que nós realmente falamos:

a promessa é acordar a pele cansada.

Mais hidratação.

Mais luminosidade.

Mais viço.

Mais aquela aparência de pele lisinha e preenchida que os coreanos chamam de glass skin.

E, sinceramente?

É exatamente isso que estou esperando encontrar.

A textura também me deixou curiosa

O nome Jelly Serum não está ali por acaso.

A Medicube descreve a textura como uma espécie de gelatina aquosa leve, que derrete na pele e é absorvida rapidamente, deixando uma sensação refrescante.

E isso me interessa muito.

Porque uma coisa é ter um sérum cheio de ingredientes interessantes.

Outra é ele ser agradável de usar.

Eu quero aquele momento gostoso de skincare em que você passa o produto e pensa:

“Minha pele está bebendo isso aqui.”

😂

Agora começa o verdadeiro teste

A marca apresenta resultados de testes clínicos indicando aumento de luminosidade e hidratação após uma utilização, mas também ressalva que os resultados podem variar de pessoa para pessoa.

E é justamente aí que eu entro.

Porque não quero simplesmente repetir a promessa da embalagem.

Quero testar.

Quero sentir a textura.

Quero observar a hidratação.

Quero ver se a pele realmente fica mais luminosa.

Quero descobrir como ele se comporta ao longo dos dias.

E, principalmente, quero saber se esse tal glow coreano é capaz de conquistar uma brasileira que já testou uma quantidade nada razoável de cosméticos ao longo da vida.

😂

Por enquanto, minha expectativa está altíssima.

Porque se PDRN + colagénio + niacinamida + textura jelly entregarem tudo o que prometem, este pequeno frasco pode se tornar um dos meus favoritos dessa viagem pelo K-Beauty.

Agora é começar o teste.

Próxima parada: pele de vidro ou apenas mais um bonito golpe do marketing coreano?

Fiquem por aqui.

A investigação Janaland continua. 🔎✨

Pressão Baixa, Parte 2: O Retorno de Quem Nunca Teve Pressa

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Hoje foi um dia especial, daqueles de comemoração pura, por ter finalmente recebido a minha Autorização de Residência!

Entre lágrimas — de felicidade — e chamadas para o Brasil para contar a boa-nova, eis que uma notificação na tela me causou estranheza: o Pressão Baixa ressurgiu das cinzas onde estava enterrado e mandou um singelo “Oi”.

Pensei imediatamente em ignorar — afinal, estou em abstinência de homens que sugam a minha energia —, mas dei conversa. Afinal, faz tempo que não troco palavras com o sexo oposto e ele, há que se reconhecer, não é do tipo indecente que envia fotos indesejadas. Pelo contrário: é um gentleman.

Só acho que o atropelei com o meu excesso de emoção e ele resolveu dar uns vinte passos para trás.

Muito lento. Muito sem emoção. Muito… pressão baixa!

Porque diabos eu ainda respondo quando você volta?

Falei que estava com saudades — sempre mando essa, tsc, tsc, tsc — e que estava imaginando quando nos veríamos novamente. Disse que domingo eu estava livre. E ele?

Ah, curtindo férias — de novo —, sei lá em qual buraco.

O que acontece com esses portugueses e essas férias de três meses? Não sabia que aqui existia a versão anual da Licença-Prêmio do Brasil.

Enfim, disse a ele que só tenho o domingo livre e que, se Deus e o Universo permitirem, nos veremos daqui a uma semana e meia.

Eu digo “Pressão Baixa” e não é à toa!

Homem lerdo.

O que esperar desse encontro?

Uns beijos gostosos, um sexo meia-boca e só.

Cansada dessa merda, honestamente.

Por isso, decidi focar em mim: aulas semanais de inglês com uma professora que não arranha uma palavra de português, aulas de francês, Pilates, cuidar do blog, finalizar os meus livros e desenhar os roteiros das viagens que quero fazer.

Dei-me conta de que, embora eu seja uma pessoa carente, esses afetos volúveis não me preenchem.

Eu quero muito mais do que isso.

E ainda não encontrei ninguém disposto a entregar.

E eu?

Estou exausta de cair nos braços errados enquanto procuro os certos.

Se é que eles existem.

Talvez existam. Talvez não.

Mas, pela primeira vez, não tenho tanta pressa para descobrir.

Tenho uma vida inteira para construir enquanto eles não aparecem.

Entre Lágrimas e Respostas: O Dia Em Que Lisboa Me Disse "Sim"

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Dias de imigração têm um peso diferente. Não é só a rotina de lavar a roupa, bater o ponto no trabalho, medir o cansaço nas pernas ou procurar um teto que não nos sufoque entre sótãos e águas-furtadas. É a dor surda do fuso horário. Há dias em que a distância não é contada em quilómetros, mas em lágrimas que caem sem pedir licença no silêncio do quarto.

Ontem o calendário pesava. Era aniversário da minha mãe e do Pedro Lucas, o amor da minha vida, o meu único sobrinho que soprava oito velinhas do outro lado do Atlântico. Chorei de saudade, de ausência, daquela solidão que só quem atravessa o oceano para refazer a vida conhece. Chorei por não estar lá a dar o abraço, por ver a vida dos meus a acontecer através da tela do celular.

E é nesses dias de peito aberto que o destino resolve mostrar que nada é por acaso.

No final da tarde, entre o cansaço do trabalho e os restos do choro, chegou o aviso dos CTT. Um papel modesto, mas carregado de gravidade: correspondência da AIMA guardada na agência à minha espera.

Quem emigra sabe que aquele papel registado é muito mais do que celulose e tinta. É o anúncio do fim da espera, o soco no estômago da ansiedade de quem vive há meses com o coração na boca, a olhar para o processo parado numa tela. O Universo não erra no timing. Naquele dia exato de tanta dor e saudade, a vida enviou-me o sinal mais claro de que este é, sim, o meu lugar. Que cada renúncia, cada noitada de escrita no blog e cada caminhada à beira do Tejo tinham um propósito.

Amanhã cedo a agência dos correios abre portas. Mas a verdade é que a liberdade já começou hoje, escrita numa folha de aviso amarelada que trouxe o sol de volta a Lisboa.

Só Deus sabe o quanto orei e pedi aos céus por um sinal de que eu havia feito a escolha certa em perseguir esse sonho louco, longe da minha família, do que me é conhecido, e, desbravar esse mundo imenso que sempre achei que nunca seria para mim. 

Receber esse documento, essa Autorização de Residência, tem um peso enorme na minha vida, na sensação de pertencimento a essa terra que tem me acolhido. 

Os dias não têm sido fáceis, são de muita luta, trabalho, cansaço e lágrimas, mas as recompensas são na mesma medida. Hoje posso dizer que sou feliz, finalmente. Aquela felicidade genuína que somente a independência te trás. 

Hoje só quero agradecer a Deus, Nossa Senhora do Carmo e ao Universo por me permitirem realizar esse sonho plenamente! 

O CAMINHO

sexta-feira, 21 de agosto de 2026


Eu nunca tive férias na minha vida adulta. Veja bem: trabalho formalmente desde os 14 anos, mas nenhum contrato me deu o luxo de escolher um destino, arrumar as malas e ir conhecer o mundo.

Por isso, morar hoje num lugar onde pessoas do planeta inteiro vêm passar férias — um lugar transbordando história e paisagens deslumbrantes que cruzo numa caminhada trivial a caminho do trabalho — me dá a certeza absoluta de que sonhar vale a pena. Mesmo quando parece impossível.

Ao final do dia, sento à beira do Tejo apenas para apreciar a paisagem. Esse tem sido o meu passeio favorito. Amo ouvir várias línguas diferentes ao meu redor — e sinto um orgulho bobo quando percebo que entendo algumas.

Estar aqui me inspirou a voltar a estudar inglês e francês, porque finalmente sei que vou usar. Aliás, já usei! Dando uma direção aqui, indicando uma estação de metrô ali... Nesses momentos, me sinto uma verdadeira cidadã do mundo.

Outro dia, uma amiga me lembrou que, desde a adolescência, eu já falava de outros países, de outras culturas, de Paris... Como se fosse apenas uma questão de tempo — uns 30 anos, para ser exata — até eu finalmente abraçar esse mundo que tanto idealizei.

Não quero romantizar a imigração. Tem muita burocracia, ralação, perrengues, lágrimas e uma paciência e fé que precisam ser inabaláveis.

Mas eu, Jana, me recuso a perder o maior dos meus dons: o de enxergar as coisas belas que cruzam o meu caminho. 🌿✨