Retorno de O Diabo Veste Prada movimenta cinema do Pantanal Shopping com sessões ampliadas

quinta-feira, 30 de abril de 2026


Uma das obras cinematográficas mais emblemáticas quando o assunto é comportamento, carreira e bastidores do poder está de volta às telonas. “O Diabo Veste Prada 2” estreia oficialmente nesta quarta-feira, 30 de abril, marcando o retorno de um enredo que ganhou projeção mundial e consolidou personagens icônicos da cultura contemporânea.

No Cine Araújo, localizado no Pantanal Shopping, a expectativa é de alta procura já nos primeiros dias. Para atender o público, o cinema ampliou a grade com horários ao longo de todo o dia, incluindo sessões à tarde, início da noite e horários mais tardios, além de opções em salas VIP e exibições dubladas. 

Segundo o gerente do cinema, Thomas Magnum, o momento é estratégico e carrega um forte apelo emocional e cultural.

“A gente percebe uma conexão imediata do público com esse retorno. Não é só um lançamento, é um reencontro com uma história que marcou época. Por isso, nos preparamos para receber esse público com uma programação mais flexível e uma experiência que esteja à altura da expectativa”, afirma.

O impacto da estreia também se estende ao ambiente do shopping, que acompanha o movimento como um dos principais polos de entretenimento da cidade. A gerente de marketing do Pantanal Shopping, Daniela Rossi, destaca o potencial de mobilização do filme.

“É uma obra que desperta interesse imediato e movimenta diferentes perfis de público. O shopping se prepara para esse tipo de momento porque entende o cinema como um espaço de conexão, lazer e experiência. Essa estreia deve impulsionar o fluxo nos próximos dias e reforça o nosso papel como ponto de encontro na cidade”, pontua.

Como parte da ativação, o Pantanal Shopping também preparou conteúdos especiais em suas redes sociais, com referências de looks inspirados no universo fashion do filme. A proposta é envolver o público antes mesmo da sessão, criando uma experiência que começa no digital e se estende para dentro da sala de cinema. 

O longa traz novamente nomes de peso no elenco, como Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt, retomando a dinâmica intensa do universo editorial de moda, agora sob novas tensões, disputas e reposicionamentos profissionais em um mercado ainda mais competitivo e digital.

Na sequência, a história acompanha os desdobramentos da carreira de Andy Sachs e sua relação com Miranda Priestly em um cenário transformado, onde influência, imagem e poder assumem novos contornos. A narrativa mergulha em temas como ambição, liderança, reputação e escolhas pessoais, mantendo o tom crítico e sofisticado que consagrou o primeiro filme. 

Serviço

Estreia: 30 de abril

Local: Cine Araújo – Pantanal Shopping

Horários: sessões às 14h, 15h30, 15h50, 16h30, 18h, 19h, 19h30, 20h30, 21h, 21h30 e 22h, além de sessões VIP às 16h45, 19h15 e 21h20

Formatos: salas tradicionais e VIP, com exibições dubladas

"Açougue Digital": O Guia de Sobrevivência ao Tinder


Depois de sete anos fora do circuito, voltei ao Tinder em solo europeu e a sensação foi imediata: entrei num imenso açougue digital. Deslizar para a direita ou esquerda tornou-se o ato de escolher qual corte de carne parece mais apetitoso na vitrine fria do telemóvel.

Para quem, como eu, não sabe ser morna e busca profundidade, o desafio é não se perder entre os bifes expostos. Identifiquei alguns "cortes" clássicos que todas nós já encontramos:

 Os Cortes do Dia:

  • O Filet Mignon: Visual impecável, foto no iate ou em Cascais, parece a escolha perfeita. Mas, ao primeiro "oi", você percebe que é insosso. Falta tempero, falta alma, falta aquela ligação às 3h da manhã que faz a gente vibrar. É carne de primeira, mas não sustenta a fome de intensidade da Onça.
  • O Acém: Aquele corte que, à primeira vista, dá trabalho. Tem que saber cozinhar, tem que ter paciência com o "sumiço" e com o celular sem bateria. Mas quando encaixa? Vira um banquete cinematográfico. É a carne que surpreende pela pegada e pelo "uso da boca", mesmo que às vezes nos deixe exaustas.
  • O Pedaço de Nervo (Next!): Esse é o mais comum no cardápio. É aquele que mal diz "olá" e já envia uma foto de um falo sem aviso prévio — e, convenhamos, muitas vezes nem é um corte bonito. É indigesto, trava o sistema e a única solução é descartar imediatamente. Next!.

 Carimbando o Passaporte

A ideia era colecionar bandeiras: o francês, o irlandês, o português. Mas a verdade é que, atrás de cada "pedaço de carne", existe uma alma que mal chegamos a conhecer. Eu sigo aqui, scrollando os perfis, em busca de algo que talvez esse cardápio não queira entregar: alguém que me chame para ver a lua na praia e não apenas para um "vamos nos ver" rápido e vazio.

VRAU! No banquete de hoje, você está a escolher o Filet insosso ou vai arriscar o Acém que dá trabalho mas satisfaz a alma?

Manual de Estilo para Festivais: Do Boho ao Ritualístico

terça-feira, 28 de abril de 2026

Como se vestir para um festival se você é uma mulher intensa e não uma adolescente no Coachella!

Enquanto todo mundo vai de short jeans e glitter para festivais, a Florence vai de vestidos longos, pés descalços e uma aura de ninfa

Com a temporada de festivais à porta (e a minha mente já em modo headliner), é impossível não falar sobre a evolução do estilo que domina os relvados. Saímos do óbvio "Look Coachella" para algo muito mais profundo. Se o Boho era o nosso ponto de partida, o Ritualístico é o nosso destino final.

1. O Legado do Boho-Chic: Onde tudo começou

O Boho não morreu, ele apenas amadureceu. Esqueça as coroas de flores de plástico. O Boho de 2026 é sobre texturas e história.

  • A Peça-Chave: Franjas de couro (ou camurça) e crochê feito à mão.

  • O Toque de Luxo: É aqui que entra o DNA da Chloé ou da Etro. É um estilo que pede movimento — perfeito para quem, como eu, não consegue ficar parada quando a bateria começa.

2. A Ascensão do Ritualístico: A Era das "Summas Sacerdotisas"

Aqui é onde a Gucci e a Florence Welch reinam soberanas. O estilo ritualístico não é apenas uma roupa; é uma performance. É sobre vestir a sua própria mitologia.

  • Estética: Transparências dramáticas, capas fluídas, túnicas que parecem ter saído de um quadro pré-rafaelita.

  • O Detalhe: Elementos esotéricos — luas, estrelas, bordados de tarô e joalharia pesada (metais oxidados e pedras brutas).

3. Cottagecore Gótico: A Versão Noturna dos Festivais

Para quem, como eu, ama uma pitada de drama e mistério. É o estilo para os concertos que acontecem sob o luar.

  • Paleta: Pretos profundos, vinhos, verdes floresta.

  • O Contraste: Rendas delicadas usadas com botas pesadas (sim, o meu novo Adidas da Vinted ou uma bota militar para aguentar o pó do festival com dignidade).

4. Checklist Prático (Pela Onça Estrategista):

Não adianta ter o visual da Florence e os pés de uma "cuidadora exausta".

  • Conforto é Luxo: Escolha sapatos que aguentem 10 horas de pé. O estilo vem da postura, não do salto agulha.

  • Camadas Inteligentes: Em Portugal, o sol queima de dia e o vento arrefece a noite. Uma capa leve de seda ou um casaco de veludo bordado são os seus melhores amigos.

  • Acessórios com Significado: Menos bijuteria barata, mais peças que contem uma história.

Conclusão: O Festival como Catarse

No final do dia, o manual de estilo serve para uma única coisa: libertação. Seja no Coachella, no NOS Alive ou no Super Bock, a roupa é o seu traje de guerra para "sacudir o diabo das costas" (Shake It Out!).

Eu já estou a preparar o meu "figurino de transição". Afinal, a vida em Cascais exige que a gente saiba transitar entre o administrativo e o artístico com a mesma maestria com que trocamos uma sapatilha de limpeza por um Adidas de colecionador.

VRAU! Qual é a vossa tribo: a leveza do Boho ou o mistério do Ritualístico?